Publicado por: revistainternacionaldoconhecimento | 09/10/2012

Notícia: O olhar do artista sobre o meio ambiente em Paracambi, por Sheila Souza.

O olhar do artista sobre o meio ambiente em Paracambi, por Sheila Souza*

A Universidade Federal Fluminense (UFF) tem um programa de ação mobilizadora que atua em todo o Estado do Rio de Janeiro. Como projeto, “O olhar do artista sobre o meio ambiente” atende às necessidades de participação de artistas em uma faceta ligada ao meio ambiente de forma criativa e educadora. Dos dias 14 a 23 de setembro de 2012, realizou-se a terceira exposição do projeto na cidade de Paracambi. (1), tendo a participação de boa parte da população nos eventos culturais que se desenvolveram no Clube Municipal (2). Cerca de vinte escolas municipais participaram das atividades, com visitação dos alunos e também apresentações de trabalhos individuais. O nível de trabalho que a juventude apresentou sob a orientação dos professores foi impressionante. A magia da Secretaria Municipal de Educação foi salientada por pedagogos das universidades visitantes.

Por conta do ambiente sustentável e agradável, os artistas do projeto,oriundos de diversos municípios do Estado do Rio, hospedaram-se na Fazenda Água da Vida (FAV), onde se sedia o Centro de Valorização do Homem e da Natureza. O CVHN estruturou-se para receber os visitantes, que se deslocaram do Laboratório Horto-Viveiro da universidade (LAHVI), localizado no Campus da Praia Vermelha, na cidade de Niterói (3).

A direção geral do evento foi feita pela professora e coordenadora do LAHVI Janie Garcia Silva. A exposição teve como apoiadores a Prefeitura Municipal de Paracambi, o Corpo de Balé Municipal, o Instituto Vila Lobos, o Hotel Marina, a Loja ED+ Paracambi e Belmiro Lunz, professor da Escola de Engenharia da UFF e presidente do CVHN. A TV Rio Sul foi responsável pela cobertura televisiva.

Referencias:

(1).Paracambi: Município com 2oo km2 de área, localizada no estado do Rio de Janeiro, tem contada sua rica historia no portal http://www.portalparacambi.com/cidade.htm Localizada a 75 quilômetros do centro Rio de Janeiro, a cidade de Paracambi é a porta de entrada da região do Ciclo do Vale do Café, e faz divisa com a Baixada e o Sul Fluminense. O município surgiu em 1960 da união dos distritos de Paracambi e Tairetá, o primeiro desmembrado de Itaguaí e o segundo, de Vassouras (prevaleceu o nome Paracambi por ser o distrito mais antigo).
Historicamente ligada à Fazenda Santa Cruz, colonizada pelos Jesuítas no final do século XVIII, a freguesia de São Pedro e São Paulo do Ribeirão das Lages foi o primeiro povoado da região, transformando-se mais tarde, após a expulsão dos inacianos (Companhia do Padre Inácio Loyola), em uma vila. Ali, a agricultura e a pecuária tiveram grande progresso, destacando nesses setores as fazendas dos Bravos, das Antas, da Viúva Jorge e dos Macacos. Nessa última se instalaria, em 19 de dezembro de 1901, pela Lei 536, o 3º Distrito de Itaguaí, denominado Paracambi, no então progressivo povoado de Ribeirão dos Macacos, que na época era caminho obrigatório para Minas Gerais e São Paulo.
De acordo com o historiador Diogo Vasconcelos, o local passou a ser o ponto de descanso dos viajantes e das tropas que subiam a serra, o que contribuiu bastante para seu progresso.(A ESTAÇÃO de Lages Uma das estações mais antigas do Brasil, Lages foi inaugurada em 1858 e permaneceu como ponta de linha do ramal até 1861, quando a estação terminal de Paracambi foi inaugurada.) Em 1861, com a inauguração da estrada de Ferro Dom Pedro II, a região de São Pedro e São Paulo apresentou um acentuado crescimento nos setores da agricultura e pecuária, graças à força de trabalho de bravos escravos ali existentes.
Em 1867, a despovoada fazenda dos Macacos hospedou um grupo de ilustres ingleses que, admirados com a beleza da região, iniciou o trabalho de instalação de uma fábrica de tecidos de algodão, de acordo com o decreto nº. 3965 de 18 de setembro de 1867. O Alvará de funcionamento da denominada Cia. Têxtil Brasil Industrial foi assinado pela Princesa Isabel em 13 de setembro de 1871. A partir daí, a Fazenda dos Macacos aumentou visivelmente a sua população com a chegada das famílias dos operários das companhias, que foram beneficiadas com a construção da Capela de Nossa Senhora da Conceição, inaugurada em 6 de maio de 1880. Em julho desse mesmo ano, a Cia.
Têxtil recebeu a visita do imperador D. Pedro II, que fez questão de verificar, minuciosamente, o funcionamento de cada setor do empreendimento.
(2) Clube Municipal Cassino: Ambiente de cultura e lazer pela expansão do antigo cassino dos ingleses agregado à Cia. Têxtil Brasil Industrial, outrora fábrica de tecidos existente na parada de trem de Macacos, que fora inaugurada com a presença do Imperador Dom Pedro II.
(3) Ponto de encontro: Laboratório Horto Viveiro da Universidade Federal Fluminense, Campus da Praia Vermelha.
(*) Jornalista. Cobriu as atividades do LAHVI durante a apresentação
do projeto.


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