Publicado por: revistainternacionaldoconhecimento | 22/03/2011

QUÍMICA – ANÁLISE DE ESPECIAÇÂO DE ARSÊNIO EM MATRIZES BIOLÓGICAS: RESULTADOS PRELIMINARES. por Julia Campello de Freitas, Renata Corrêa de Carvalho e Ivo L. Küchler.

ANÁLISE DE ESPECIAÇÂO DE ARSÊNIO EM MATRIZES BIOLÓGICAS: RESULTADOS PRELIMINARES.

 

 

                                                                         Julia Campello de Freitas,

                                                                     Renata Corrêa de Carvalho,

                                                                                           Ivo L. Küchler

 

 

ABSTRACT: The term speciation analysis is defined as the analytical activity able to identify and / or measuring the amounts of one or more individual chemical species in a sample. A small dose of arsenic improves horse’s fur, but in race horses, the control of arsenic concentrations in biological fluids is an important factor, since the presence of high concentrations of arsenic in urine horse is considered doping. There is therefore a unique opportunity to study the speciation of arsenic.

 

KEYWORDS: arsenic compounds; speciation; toxicity; doping.

 

RESUMO: A expressão análise de especiação é definida como a atividade analítica capaz de identificar e / ou medir as quantidades de uma ou mais espécies químicas individuais em uma amostra. Uma pequena dose de arsênico melhora o pêlo de cavalos, mas em cavalos de corrida, o controle das concentrações de arsênio em fluidos biológicos é um fator importante, pois a presença de altas concentrações de arsênico na urina de cavalo é considerado doping. Esta situação oferece, portanto, uma oportunidade única para estudar a especiação de arsênio.                                                              .

 

PALAVRAS-CHAVES: compostos de arsênio; especiação; toxicidade; doping.   

 

 

INTRODUÇÃO

 

Ø  O elemento arsênio ocorre na natureza tanto sob a forma de espécies inorgânicas, como orgânicas (Tab. 1).

Ø  Alguns compostos organoarseniais são sintetizados para uso veterinário, como é o caso do ácido monometilarsônico (MMA-V), usado como um estimulante da nutrição, por exemplo.

Ø  As normas brasileiras estabelecem uma concentração máxima de 10 μg L-1 de arsênio na água potável, porém não há limite para o consumo de organoarseniais.

Ø  A ingestão de quantidades elevadas de MMA-V por cavalos de corrida melhora seu desempenho, e por isso é considerado doping pela Federação Internacional de Corridas de Cavalos.

Ø  Existe a necessidade atual de se determinar as diferentes espécies de arsênio em amostras de origem biológica.

 

PROCEDIMENTOS EXPERIMENTAIS

 

Ø  Foi testada a determinação de As em um espectrômetro de e de adição de padrão;

Ø  Foi testada a determinação de As por ETAAS pela técnica de absorção atômica com atomização eletrotérmica Shimadzu  AA-6300, com correção de fundo por lâmpada de deutério, utilizando as técnicas da curva analítica adição de padrão, utilizando um padrão de 8 μg/L em diferentes matrizes.  A primeira amostra foi feita pela diluição em água, a segunda em fase móvel maleato de amônio 2×10-3M e a terceira em tampão, (NH4)2HPO4 2×10-3M;

Ø  O medicamento veterinário contendo ácido monometilarsônico foi analisado em Cromatografia Líquida  de Alta Eficiência respectivamente com os seguintes parâmetros operacionais:

 

 

Tabela 1: Principais espécies de arsênio presentes no ambiente.

 

Composto 

Abreviatura 

Fórmula Química

Arsenito

 As (III)

AsO33-

Arsenato

 As (V)

AsO43-

Ácido monometilarsenoso

 MMA (III)

CH3As(OH)2

Ácido monometilarsínico

 MMA (V)

CH3AsO(OH)2

Ácido dimetilarsenoso

 DMA (III)

(CH3)2AsOH

Ácido dimetilarsínico

 DMA (V)

(CH3)2AsO(OH)

Arsenocolina

 AsC

(CH3)3As+CH2CH2OH

Arsenobetaína

 AsB

(CH3)3As+CH2COO

Arsina e derivados

 AsH3, MeAsH2,

 Me2AsH(CH3)x

AsH3-x (x = 0-3)

Ácido fenilarsênico

 PAA

C6H5AsO(OH)2

 

 

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

 

Ø  A exatidão das metodologias analíticas utilizadas para a determinação de As por ETAAS foi validada com auxílio do material certificado BCR-715.

 

 

 

Tabela 2: Resultado da determinação de arsênio no material certificado BCR 715  

      

 

   As (μg/L)

Valor certificado ± incerteza

   29 ± 4

Valor determinado pela técnica da curva analítica ±desvio padrão (N= 3)

   17 ± 2

Valor determinado pela técnica de adição de padrão ±desvio padrão (N=2)

 27,9 ± 0,6

 

 

Ø  Concentrações de As na determinação por ETAAS pela técnica adição de padrão, utilizando padrão de 8 μg/L: diluição em água – 8,5 μg/L, diluição em fase móvel – 44,4 μg/L, diluição em tampão – 16 μg/L.

 

 

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CONCLUSÕES

 

Ø   O método da curva analítica forneceu um valor menor que o esperado para a concentração da amostra utilizada.  Aparentemente, o erro é ocasionado por uma correção excessiva do fundo pela lâmpada de deutério;

Ø  Os valores determinados na análise de As em fase móvel e tampão deram muito acima do esperado.  Constatou-se, então, que a fase móvel e o tampão interferem na análise.

Ø  Em relação aos testes cromatográficos, verificou-se que o medicamento utilizado nos testes contém outro composto, além do MMA-V.

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGÁFICAS

 

1. Van Loon, J. C.; Barefoot, R. R.; Analyst 1992, 117, 563

 

2. ASSIS, R.A. et al. Anal. Bioanal. Chem. 2008, 390, 2107.

 

3. Harris, D.C. Quantitative Chemical Analysis, 5th Ed. New York, W.H.Freeman,1998.

 

4. Beat, R. D.; Kerber, J. D. Concepts, Instrumentation and Techniques in Atomic Absorption Spectrophotometry. Norwalk, Perkin-Elmer Co.,1993.


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