Publicado por: revistainternacionaldoconhecimento | 28/10/2010

ENGENHARIA – Proteção ambiental – Radiações Ultravioletas: sua transformação do espaço exterior até a superfície terrestre, avaliação e proteção. Por Belmiro Ivo Lunz

 Proteção ambiental – Radiações Ultravioletas: sua transformação do espaço exterior até a superfície terrestre, avaliação e proteção.

BELMIRO IVO LUNZ

Resumo. O texto considera e classifica genericamente a Radiação Ultravioleta vinda do espaço, com suas modificações até a superficie do planeta .Conceitua as barreiras de proteção planetaria em termos de filtros eletromagnéticos.A essa radiação quantifica pela sua intensidade de ação e espectro . Tambem considera sua ação como indices e os classifica por risco dando enfase a processos eritematosos. Classifica e avalia os diversos processos de proteção.

 

Abstract. The text classifies ultraviolet radiation from space, in view of its own changes to the planet’s surface.The quantify this radiation and its intensity and spectrum. Conceptualized planetary protection barriers in terms of electromagnetic filters. Also consider their action as indexes and classifies them by emphasizing risk processes erythematous. Classifies and evaluates the various processes of protection.

Resumen. El texto considera la clasificación general y la radiación ultravioleta desde el espacio, con sus modificaciones a la superficie del planeta. Conceptualiza las barreras de protección planetaria de la radiación en términos filtros eletromagnéticos.A cuantifica su intensidad y el espectro. También tenga en cuenta sus ingresos como los índices y los ordena por dar énfasis a los procesos de riesgo eritematosa. Considera los diversos procesos de protección.

 

Palavras-chaves: radiação solar, indice ultravioleta, segurança do trabalho.

 

Sumário: 1.Apresentação; 2.Conhecimento ; 3. Filtro passa baixo; 4. Espectro eletromagnético geral da luz ultravioleta ; 5. Ultravioleta na superfície da terra; 6 . Irradiancia Solar Espectral. ; 7. Espectro de ação de eritema; 8.;.Irradiância Eritemica; 9. Dose de radiação UV ;10. Unidade de referencia MED ;11. Dose de Eritema Mínimo; 12. Índice Ultravioleta; 13.Tempo para induzir Eritema; 14.Índice (Categorias) de risco; 17. Solmáforo 18. Fator de Proteção FP; 19. Fator de Proteção Solar,FPS ; 20. Fator de Proteção Ultra violeta ,FPU; 21.Filtros óticos UV(Fator de Proteção ótica) ;22. Efeitos biológicos da Radiação UV ; -. Referencias 

 

1.Apresentação.

Devido ao crescente interesse manifestado em relação a Radiações Ultravioletas[1] envolvendo desde Observatórios astronômicos tipo Hubble[13] e estudos do clima espacial [2] atravez de observatório tipo SDO (Solar Dynamics Observatory), recém lançado (11/02/2010) e também aspectos referentes a saúde humana formulamos este breve artigo de revisão que procura apresentar um panorama geral , atual , desta faixa de radiação.

2.Conhecimento

A Radiação Ultra Violeta foi descoberta pelo alemão Johann Wilhelm Ritte, em 1801. A RUV possui efeito pronunciado sobre ligações moleculares. Isso foi evidenciado na sua descoberta por ação em compostos de prata. A RUV se situa no espectro eletromagnético entre as radiações visíveis e os raios X moles.

A posição e situação da Terra no espaço , responde em grande parte pela exposição da superfície quanto a luz provinda do exterior.

Se interpondo entre a superfície da terra e as fontes primarias de radiação, podemos localizar uma quantidade significativa de sistemas ou camadas que interagem em maior ou menor grau com as radiações imigrantes , alterando-as ou sendo alteradas por elas.A maior parte que chega se constitui naquilo em que denominamos luz.Cinturões elétricos e magnéticos fazem parte dessa blindagem ou proteção. A presença das camadas superiores da atmosfera protegem o sistema biológico da terra. as radiações UV inferem mas também estão sujeitas a ação da camada de Ozônio.Essa camada, situa-se a uma altura entre 25 e 30 quilômetros de altitude podendo-se estender a 50 km. A cada 1000 metros de mudança na altitude, os níveis de UV variam de 10% a 12%. As camadas da troposfera , sob a forma de nuvens de vapor dágua limitam também a incidência de luz visível e ultravioleta.

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3. Filtro passa baixo.

A dinâmica do processo das camadas superiores , em condições normais, mantém um equilíbrio entre a intensidade das radiações formadoras ,a quantidades de oxigênio e a produção de ozônio, nessa camada. A região nessa altitude , quando saturada de ozônio, funciona como um filtro onde as moléculas desta camada absorvem as radiações medias e longa ultravioleta do Sol protegendo os sistemas biológicos da Terra. Paradoxalmente a ozonosfera que protege os sistemas biológicos da RUV é criada por ela na faixa de ultravioleta curto,UV=UVC.

Parte do oxigênio nas altas camadas atmosféricas rarefeitas quando constituído na forma molecular (O2) é atacado pelos raios ultravioleta curtos (UVC) procedentes em sua maioria do Sol dando origem ao oxigênio atômico (O). O átomo de oxigênio pode se unir a uma molécula de oxigênio para formar a molécula instável de ozônio (O3). Ozonio,vem da palavra grega “ozein” que significa cheiro devido ao odor pronunciado do produto. Descoberto em 1840 pelo químico suíço C.F. Schonbein. Está presente na atmosfera terrestre a cerca de 1,5 bilhões de anos (da Silva, Abel Antônio Apud Walker, 1977; Lovelock, 1988; Mezaros, 1993). Se o ozônio da atmosfera estivesse a uma temperatura de 0 oC , ao nível do mar,sendo comprimido uma pressão de 1 atmosfera (1013 mbar), formaria uma espessura inferior a 1 cm em torno da superfície da Terra.  O conteúdo total de ozônio integrado numa coluna atmosférica é comumente expresso em Unidades Dobson (DU). Um DU é a espessura, medida em unidades de centésimos de milímetro, que a coluna de ozônio poderia ocupar, a temperatura e pressão padrão (273K e 1 atm). Sobre a Terra, a coluna média de ozônio pode variar entre 290 e 310 DU.

Acredita-se que a ‘normalidade’ desse processo é afetada por ação do homem , cujo processo industrial promove destruição da camada de ozônio. Muitos produtos industriais interagem neste processo de re/de/generação da camada de ozônio. Prejudicando a atuação desse Filtro passa baixo(freqüência). As substâncias destruidoras de ozonio (Ozone Depleting Substances, ODS) têm sido usadas industrialmente em muitos produtos. Entre eles os clorofluorcarbonos (CFC) usado como propelente de aerosóis e tambem em refrigeração, O CFC pouco denso, sobe para as zonas superiores além da camada de ozônio, onde, por ação dos raios ultravioleta, liberta o cloro. O cloro formado, mais denso que a atmosfera da altitude local, desce e , ao passar pela camada de ozônio, reage com ela produzindo óxidos de cloro e oxigênio, que posteriormente se decompõem.Outros produtos como o tetracloreto de carbono (CCl4), e o metilclorofórmio usados como solvente pertencem a mesma lista de produtos que afetam a ozonosfera. 

4.Espectro eletromagnético geral da luz ultravioleta

O espectro eletromagnético da luz ultravioleta é definido e referido * conforme a tabela abaixo

Nome Sigla Faixa decomprim. de onda(λ em nm)  Generalidades 
Faixa de Ultravioleta UV 100 nm – 400 nm (CIE-1932)
Ultravioleta de vácuo VUV 10 nm – 200 nm fótons fortemente ab-sorvidos pela atmosfera (12 a~ 1300 eV)
Ultravioleta extremo EUV 10 nm – 121 nm Emissões solares mais variaveis
Hydrogenio Lyman-alpha   121 nm – 122 nm Raia de absorção do Hidrogênio
Ultravioleta longínquo FUV 122 nm – 200 nm * Classificação tradicional
Ultravioleta C UVC 100 nm – 280 nm * Classificação biológica(CIE-1932)
Ultravioleta médio MUV 200 nm – 300 nm * Classificação tradicional
Ultravioleta B UVB 280 nm – 315 nm * Classificação biológica(CIE-1932)
Ultravioleta próximo NUV 300 nm – 400 nm * Classificação tradicional
Ultravioleta A UVA 315 nm – 400 nm * Classificação biológica (CIE-1932)

*ISO 21348-Definitions of Solar Irradiance Spectral Categories.

Radiações do tipo: 390nm a 490nm, das emissões do Nitrogênio Ionizado ( n2 391,4nm e 427,8nm) e do Hidrogênio Beta (486nm)não são mencionadas.[3]

5.Ultravioleta na superfície da terra.

A radiação Ultravioleta, RUV, passando pela ozonosfera, que se comporta como filtro de onda natural pode oferecer diferentes medidas de intensidade, tendo em vista fatores diversos. Fazendo diferença á superfície do solo, nove fatores principais protagonizam o processo :

  • Altitude
    (a altitude intensifica a RUV),
  • Hora do dia
    (entre 10h e 16h, a intensidade da RUV é maior),
  • Estação do ano
    (no inverno a RUV é menor, comparada ao verão),
  • Superfície ou Cobertura do solo
    (neve e areia tem grande reflexão aumentando a exposição devido ao albedo),
  • Nebulosidade
    (as nuvens filtram parte da radiação UV)
  • Localização geográfica
    (regiões tropicais estão mais sujeitas a radiação UV que regiões temperadas)
  • Nível de Poluição (partículas espessas obstruem a RUV).
  • Horizonte (horizontes mais largos corresponde a mais radiação)
  • Clima (condições meteorológicas mudam o nível de UV)

6.Irradiancia Solar Espectral

Na superfície terrestre a Irradiancia Solar Espectral E(λ) é estabelecida em termos de potencia por área e por comprimento de onda em W/m².nm. ou por banda integrada em W/m²[5]

7. Espectro de ação de eritema

 Um espectro de ação para um efeito biológico é um conjunto de valores discretos com peso normalizado entre zero e um, para cada comprimento de onda conforme essa eficiência biológica particular (IRPA,1989) (Curva de sensibilidade relativa).[12][5] 

No caso humano, um dos principais elementos de interação superficial do homem com o clima, instrumento de intercambio com o meio e a maior proteção contra os elementos é a pele e esta costuma ser um painel de referencia às relações com a luz. Assim , para isso, utiliza-se o espectro de ação eritemico e(λ) . O espectro de ação sobre a pele humana usado neste trabalho é o da CIE,1934 proposto por Coblentz Y Stair, 1934 conhecido como Espectro de Eritema de McKinlay &Diffey(1987), válido para qualquer tipo de pele humana (cor do individuo)[12]. Figura a seguir.

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A ordenada do grafico acima, e(λ) caracteriza o efeito do eritema, que é máximo igual a 1 em 280 nm e a partir de 298 nm vai se reduzindo a medida que aumenta o comprimento de onda.

8. Irradiancia Eritemica

A Intensidade espectral ponderada é definida pela convolução do espectro de UV solar e o Espectro de ação para um efeito biológico particular. Utilizando-se de espectros UV obtidos por espectroradiômetros e realizando a convolução com um espectro de ação particular obten-se a radiação biológicamente ativa

No caso especial, a Irradiancia Eritemica é a irradiancia espectral E(λ) ouI( λ ) total ponderada pelo coeficiente de ação eritemático  e (λ) . A curva genericamente apresenta um máximo de aproximadamente 305nm, decaindo a ambos lados com uma largura de banda de14nm numa medição típica. (Bolívia)[5].

S’(λ) =  E(λ) e (λ) (w/m2)

Integrando-se a Irradiancia S’(λ) na região do UV,entre 250 e 400 nm , tem-se em W/m2:

IUV = k E(λ) e (λ) dλ

Onde k=40 m2/ W

Definição do IUV global internacional(CIE.2001).

O índice Ultravioleta (IUV) é uma padronização da Irradiancia eritemica, onde 1 IUV = 25mW/m2 , (WHO. 2002)

9.Dose de radiação UV

O valor da dose de irradiação pode ser expressa por:

J*/m² = ∫∫ E(λ) S(λ) dλ dt

A representação estrela(*)lembra que a energia expressa por J* só faz sentido para o efeito partícular definido[5].

10.Unidade de referencia MED.

MED é uma unidade de referencia de medida. É a quantidade mínima de energia capaz de provocar Eritema no fotótipo mais sensível a radiação solar (indiviuos de pele branca levemente pigmentada). Equivale a 21 mJ*/cm²,1 MED=210J/m²  

11.Dose de Eritema Minimo:

A pele humana está sujeita a danos pela radiação UV-B incidente,e UVA em menor gráu . Os efeitos sobre ela são referenciados a um limiar para dano solar agudo denominado dose eritematosa mínima (DEM) para diversos e variados fototipos.

É a menor dose à radiação recebida pelo corpo num local da pele exposta que a torna rósea após carencia de 24 horas. A região assume a cor branca ao ser submetido ocasionalmente a uma pressão leve. Esta dose é dependente do fotótipo. Determinar a dose eritematosa mínima (DEM) [8] consiste em estabelecer o limiar para dano solar agudo para diversos fototipos. Nem todos fototipos respondem igualmente a ação de uma exposição. Em 1975, , o Dr. Thomas B. Fitzpatrick , médico da Escola de Medicina de Harvard, criou uma classificação para os tipos de pele humana. Os Fototipos então são classificados baseadas nesses critérios. A tabela a seguir é apresentada a Dose Eritemátogena Mínima para cada fototipo pela Classificação Condensada de Fitzpatrick.

Dose Eritemátogena Mínima
Tipo Fototipo Reações * DEM ( mJ/cm²)
A ruivos e loiros nunca bronzeia
sempre queima
10-30
B morenos claros às vezes bronzeia
em geral queima
30-50
C morenos escuros em geral bronzeia
às vezes queima
40-75
D mulatos e negros sempre bronzeia
raramente queima
50-120

  

12.Índice Ultravioleta 

Elaborado para uso junto ao publico leigo, o Índice de Ultra Violeta ,IUV é uma apresentação adimensional da medida da intensidade da radiação ultravioleta incidente sobre a superfície terrestre(dose) em múltiplos inteiros (arredondados)de cJ/cm², Os valores do IUV variam do zero até o maior valor, que representa o maior potencial de danos. Varia de 0 a 15, correspondente à quantidade de energia solar em cJ/cm², captada ao nível do mar, a partir do meio-dia, em uma hora de exposição.(CPTEC/INPE )

            Este Índice (índice UV ou IUV) é uma padronização da irradiância eritêmica, estabelecida com base nas avaliações iniciais realizadas no Canadá, primeiro país a adotar a escala (WHO, 2002). é utilizado como um recurso de prevenção da exposição à radiação ultravioleta. No ano de 1994, a Agência de Proteção Ambiental e o Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos estabeleceram o Índice Ultravioleta. No Brasil, foi feita uma adaptação do Índice UV à realidade dos fotótipos de pele da população brasileira e, desde o ano 2000, o Índice Ultravioleta faz parte do Programa Nacional de Controle do Câncer de Pele da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

O IUV pode ser obtido diretamente por medição , através de um detetor de banda ampla calibrado programado para proporcionar o IUV diretamente[12] Alguns instrumentos, como o caso do Biômetro, já medem e ponderam a radiação pelo espectro de McKinlay-Diffey.[5]  

13.Tempo para induzir Eritema

Quanto maior o índice ultra violeta, UV-I, menor o tempo de exposição ao sol(em minutos), necessário para induzir eritema nos diversos fototipos, como demonstrado na tabela a seguir:

Tempo de exposição segura.

UV-I Fototipo A Fototipo B Fototipo C Fototipo D
0-2 30-180 90-300 120-450 150-720
3-4 15-60 45-100 60-150 75-240
5-6 10-36 30-60 40-90 50-144
7-9 6,7-25,7 20-42,9 26,7-64,3 33,3-102,9
10-11 5,5-18 16,4-30 21,8-45 27,3-72
12-15 4-15 12-25 16-37,5 20-60
 

 

FONTE: Kirchhoff, V.W.J.H., Ozônio e Radiação UV-B, São José dos Campos, Transtec, 15-30, 1995.

14.Índice ou categoria de risco

Indice ( Categorias) de risco – Há uma escala utilizada na meteorologia que indica, a correlação entre o risco de danos à pele e aos olhos e o índice ultravioleta. Esta informação é necessária para avaliar o grau de proteção necessário a cada dia De acordo com as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), os valores da escala são agrupados em cinco categorias de intensidade da radiação conforme a tabela de Alerta para proteção tendo em vista índices de previsões de ocorrência UV – Fonte: WHO (2008): 

Relação entre índice de radiação ultravioleta e categoria de risco ao ser humano .

 
Cor Descrição do Risco UV Index Proteção recomendada
Verde Risco baixo. 0–2 Usar óculos de sol em dias claros, usar filtro solar Se houver neve no chão, o que reflete a radiação UV, ou se você tem pele clara .
Amarelo Risco moderado 3–5 Usar óculos de sol e usar protetor solar, cobrir o corpo com roupas e um chapéu, e procurar sombra em torno de meio-dia quando o sol é mais intenso
Laranja Alto Risco 6–7 Usar óculos de sol e usar filtro solar FPS 15 ou superior, cobrir o corpo do sol com o vestuário de protecção e um chapéu de aba larga, e reduzir o tempo no sol de duas horas antes de três horas depois do meio-dia
Vermelho Risco muito alto 8–10 Usar protetor solar, camisa, óculos escuros e um chapéu. Não ficar no sol por muito tempo.
Violeta Extremo risco 11+ Tomar todas as precauções, incluindo: usar óculos de sol e usar protetor solar, cobrir o corpo com uma camisa de manga comprida e calças, usar um chapéu muito amplo, e evitar o sol de duas antes a três horas depois do meio dia .
   

 

17. Solmáforo.

 Indicador visual dos índices de ultravioleta através do código de cores segundo a OMS, para uso em lugares públicos. Visa o alerta a população , de muita importância em paises muitos sujeitos a ação nociva das RUV. As correlações cores versus risco pode ser apreciada na tabela acima.

18.Fator de Proteção FP

A proteção humana necessário em função do índice (categoria) de risco pode ser obtido de forma complementar , Essa proteção extra é suscetível de mensuração, denominam-se Fator de proteção ou FP[11]. São elas:

Cremes com Fator de Proteção Solar , FPS:

Para utilização tópica na pele ,

Protetores com Fator de Proteção Ultravioleta, FPU:

para roupas bonés , chapéus, barracas ,EPI em geral.

Óculos com Proteção UV:

para lentes especiais.

19.Fator de proteção Solar,FPS.

É uma referencia a expansão segura do tempo de exposição para uma pele protegida exclusivamente por ação tópica de cremes.

Certos cremes disponíveis no mercado podem propiciar uma ampliação do tempo necessário para a indução do eritema pela UVB. Estes cremes ,fotoprotetores são formulados e testados para terem um Fator de Proteção Solar ( FPS) determinado. Portanto o FPS exprime o número de vezes a mais que a pele pode ficar expostas ao sol sem apresentar eritema, em função do fotoprotetor utilizado. Podem prolongar por FPS vezes o tempo de exposição segura de Eritema. 

FPS = (DEMp na pele protegida) / (DEMd na pele desprotegida)

20.Fator de Proteção Ultra violeta ,FPU.

È uma referencia á quantidade de UV bloqueada por um produto textil.

A proteção é determinado pelo Fator de Proteção Ultravioleta, FPU. Esta classificação é certificada pela Agência Australiana de Proteção à Radiação e Segurança Nuclear (Arpansa). A Austrália é pioneira no estudo das roupas com proteção UV devido a alta incidência de radiação em seu território e a pele clara da população. A norma utilizada para avaliá-las e classificá-las é o AS/NZS 4399:1996, mundialmente adotada. Esta regulamentação usa unicamente o termo Fator de Proteção Ultravioleta (FPU) para designar a quantidade de proteção, até a máxima proteção de FPU 50+, e possui uma larga faixa de categorias de proteção. A tabela abaixo mostra como os tecidos de vários índices de FPU bloqueiam a RUV.(fonte Arpansa)

FPU Bloqueio de raios UV Proteção
15, 20 93,3% – 95,9% Boa
25, 30, 35 96% – 97,4% Muito boa
40, 45, 50, 50+ 97,5% e acima Excelente

 

21.Filtros óticos UV(Fator de Proteção ótica)

Estudos sobre os danos dos raios UV mostram que o dano causado é acumulativo, e tende a desencadear doenças como a catarata, que diminui a visão deixando o cristalino do olho opaco, o pterígio, que desenvolve carnosidades no canto do olho, e a degeneração macular senil, que altera irreversivelmente a estrutura do fundo do olho. É muito importante, por exemplo, observar se a lente dos óculos possui a indicação de filtro. Os melhores óculos são os que apresentam um filtro com 100% de proteção contra a radiação UVA e UVB. Se as lentes escuras são desprovidas de filtro UVA e UVB, os neurônios da mácula – área da retina responsável pela visão central – sofrem danos irreversíveis . Hoje, 25% da população com mais de 75 anos de idade apresentam algum grau de degeneração macular, há casos que chegam à cegueira da visão central. (Canrobert,)A proteção poderá ser obtida por lentes de contacto , intra ocular ou de óculos. clip_image005

22.EFEITOS BIOLÓGICOS DA RADIAÇÃO UV:

 Os danos causados pela exposição à radiação ultravioleta vão desde a já conhecida queimadura da pele, às fotoalergias, além do envelhecimento precoce da pele, podendo chegar ao câncer de pele. Os efeitos (inclusive Terapêutico) sobre a pele estão brevemente listados(OMS) abaixo: 

  • Eritema( produzido pela liberação de substâncias vasodilatadoras);
  • Dilatação dos vasos sanguíneos;
  • Bronzeamento;
  • Hiperplasia da pele(devido ao aumento na taxa de divisão das células basais da epiderme resultando no espessamento da epiderme e do estrato córneo);
  • Produção de vitamina D ;
  • Envelhecimento da pele;
  • Conjuntivite, fotoceratite, catarata.

Considerando o espectro ultravioleta subdividido em três regiões da tabela anterior: No que se refere aos efeitos biológicos.(OMS)

Caracteristicas UVA UVB UVC
Penetração Derme Epiderme Retida na camada de ozônio
Efeito de ação 1. Estimulo à produção de melanina;2. Perda as características normais das fibras elásticas e colágenas;3. Cancerígena; 1. Eritema(dilatação dos capilares sanguíneos);2. Pigmentação indireta da pele;3. Espessamento da camada córnea da pele;4. Cancerígena; 1. Germicida ;2. Bactericida;

 

Conclusão:

A avaliação do espectro de informações contidos nos artigos visitados pelo autor referentes a RUV para a realização deste texto , revelou na cronologia recente uma série de novas opções para emprego do conhecimento técnico–cientifico no campo tecnológico. A expansão necessária desse artigo para abrigar essas novas opções ensejaria ,entretanto um espaço enciclopédico . Novas avaliações neste campo oferecem um potencial promissor de investigação a pesquisadores que venham a se identificar com o tema., principalmente na área de medições.

Referencias:

[1] NASA – Solar Dynamics Observatory

2010 ;Page Editor: Holly Zell ;NASA Official: Brian Dunbar Disponível em 30/04/2010-Page Last Updated: April 23,

www.nasa.gov/sdo/

 [2]European Space Agency (2008, December 5). Venus Comes To Life At Wavelengths Invisible To Human Eyes. ScienceDaily. Retrieved April 25, 2010, from http://www.sciencedaily.com­ /releases/2008/12/081203133811.htm  

[3] Bageston, José Valentin Takahashi, Hisao Gobbi, Delano Schuch, Nelson Jorge. O estudo das emissões óticas da atmosfera na região sul do Brasil. Conference Proceedings (SICINPE), INPE , Instituto de Pesquisas Espaciais 28-29 jul. 2003, São José dos campos ,SP-Brasil.

[4]Australian Radiation Protection and Nuclear Safety Agency (ARPANSA)-site Disponível em 30/04/2010 www.arpansa.gov.au/

[5] V. W. J. H. Kirchhoff, E. Echer, N. P. Leme & A. A. Silva [PDF] A Variação

Sazonal da Radiação Ultravioleta Solar Biologicamente Ativ . Brazilian Journal of

 Geophysics, Vol. 18(1), 2000 pg 65.

[6]WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Global Solar UV Index: A Pratical

guide. WHO/SO2/OEH/02.2, Suiça,32p., 2002.

[7] Francisco Raimundo da Silva – fraimundo@crn.inpe.br, Hugo Sérgio Medeiros de Oliveira – hsmdorn@hotmail.com , George Santos Marinho – gmarinho@ct.ufrn.br , Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Departamento de Engenharia Mecânica .Campus Universitário – Natal RN – CEP: 59072-970 VARIATION OF THE INDEX OF SOLAR ULTRAVIOLET RADIATION IN NATAL-RN-BRAZIL, BETWEEN 2001 AND 2007- II Congresso Brasileiro de Energia Solar e III Conferência Regional Latino-Americana da ISES – Florianópolis, 18 a 21 de novembro de 2008

[8]G. M. Salum , A. Ipiña , M. J. Ernst . ESTIMACIÓN DEL TIEMPO DE EXPOSICIÓN AL SOL NECESARIO PARA ASEGURAR LA PRODUCCION DE VITAMINA D Y PREVENIR ERITEMA PARA LA CIUDAD DE CONCEPCIÓN DEL URUGUAY- Avances en Energías Renovables y Medio Ambiente ASADES Vol. 12, 2008. Impreso en la Argentina. ISSN 0329-5184 – email: salumg@frcu.utn.edu.ar 2 IFIR (CONICET – UNRosario), 27 de Febrero 210 bis, 2000 Rosario, Argentina.

[9]COMO SE OBTIENE EL INDICE UV Y EL TIEMPO DE EXPOSICION

Instituto Metereologico Nacional-2009-.San Jose, Costa Rica. Centroamerica.

[10] McKinley, A.F.; Diffey, B.L. (1987). A reference action spectrum for ultraviolet induced erythema in human skin. CIE Journal, 6: 17-22.

[11] H. Suárez, C. Cadena MEDICIONES DE LABORATORIO DE TRASMITANCIA UV A TRAVÉS DE TEJIDOS, ANTEOJOS PARA EL SOL Y CREMAS PROTECTORAS, Avances en Energías Renovables y Medio Ambiente , ASADES Vol. 12, 2008. ISSN 0329-5184 – INENCO – Universidad Nacional de Salta Impreso en la Argentina

[12]Jaime Bohorques Ballén/ José Fernando Peres Mogollon – RADIACION ULTRAVIOLETA- Revista ciência y tecnologia para la salud visual y ocular- julio-diciembre- numero 9-Universidad de La Salle, Bogotá , Colômbia pp97-104 –ISSN1692-8415 –REDALYC.

[13]GONIO.Hubble: 20 anos no espaço a observar planetas fora do sistema solar- Disponível em 24 de Abril de 2010

http://gonio.blogspot.com/2010/04/hubble-20-anos-no-espaco-observar.html


Responses

  1. Achei de muita valia, um nao bronzeio, queimo.


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