Publicado por: revistainternacionaldoconhecimento | 16/09/2010

POEMA – O CEDRO COR-DE-ROSA, Sylvia Mercadante 2007

O  CEDRO  COR-DE-ROSA

                            Sylvia Mercadante 2007.

 

O grande cedro cor-de-rosa emanava Amor.

Acolheu  meu corpo exangue,

           meu pensamento aflito.

                    

Sentei-me em sua raiz exposta

                         _ larga e firme.

Escutou

minhas razões,

minhas dúvidas.

Escutou-me, pacientemente, como um velho monge.

 

Toquei seu corpo secular, nobre e belo,

cheio das marcas do tempo.

 

A morte concedia a liberdade

às folhas já ruborizadas,

que desciam à terra, como borboletas, bailando no ar …

 

Pouco a pouco, a esperança retornava,

nessa tarde, banhada pelo tíbio sol de inverno.

 

E  o coração novamente se alegrou, ao cantar dos pássaros,

que passeavam em bandos, acima das copas,

livres e felizes,

alheios ao burburinho frenético e insano

da ilusória vida humana.

 

 

Pode ser encontrada na Antologia do Forte de Copacabana, em 2008


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