Publicado por: revistainternacionaldoconhecimento | 09/10/2012

Notícia: O olhar do artista sobre o meio ambiente em Paracambi, por Sheila Souza.

O olhar do artista sobre o meio ambiente em Paracambi, por Sheila Souza*

A Universidade Federal Fluminense (UFF) tem um programa de ação mobilizadora que atua em todo o Estado do Rio de Janeiro. Como projeto, “O olhar do artista sobre o meio ambiente” atende às necessidades de participação de artistas em uma faceta ligada ao meio ambiente de forma criativa e educadora. Dos dias 14 a 23 de setembro de 2012, realizou-se a terceira exposição do projeto na cidade de Paracambi. (1), tendo a participação de boa parte da população nos eventos culturais que se desenvolveram no Clube Municipal (2). Cerca de vinte escolas municipais participaram das atividades, com visitação dos alunos e também apresentações de trabalhos individuais. O nível de trabalho que a juventude apresentou sob a orientação dos professores foi impressionante. A magia da Secretaria Municipal de Educação foi salientada por pedagogos das universidades visitantes.

Por conta do ambiente sustentável e agradável, os artistas do projeto,oriundos de diversos municípios do Estado do Rio, hospedaram-se na Fazenda Água da Vida (FAV), onde se sedia o Centro de Valorização do Homem e da Natureza. O CVHN estruturou-se para receber os visitantes, que se deslocaram do Laboratório Horto-Viveiro da universidade (LAHVI), localizado no Campus da Praia Vermelha, na cidade de Niterói (3).

A direção geral do evento foi feita pela professora e coordenadora do LAHVI Janie Garcia Silva. A exposição teve como apoiadores a Prefeitura Municipal de Paracambi, o Corpo de Balé Municipal, o Instituto Vila Lobos, o Hotel Marina, a Loja ED+ Paracambi e Belmiro Lunz, professor da Escola de Engenharia da UFF e presidente do CVHN. A TV Rio Sul foi responsável pela cobertura televisiva.

Referencias:

(1).Paracambi: Município com 2oo km2 de área, localizada no estado do Rio de Janeiro, tem contada sua rica historia no portal http://www.portalparacambi.com/cidade.htm Localizada a 75 quilômetros do centro Rio de Janeiro, a cidade de Paracambi é a porta de entrada da região do Ciclo do Vale do Café, e faz divisa com a Baixada e o Sul Fluminense. O município surgiu em 1960 da união dos distritos de Paracambi e Tairetá, o primeiro desmembrado de Itaguaí e o segundo, de Vassouras (prevaleceu o nome Paracambi por ser o distrito mais antigo).
Historicamente ligada à Fazenda Santa Cruz, colonizada pelos Jesuítas no final do século XVIII, a freguesia de São Pedro e São Paulo do Ribeirão das Lages foi o primeiro povoado da região, transformando-se mais tarde, após a expulsão dos inacianos (Companhia do Padre Inácio Loyola), em uma vila. Ali, a agricultura e a pecuária tiveram grande progresso, destacando nesses setores as fazendas dos Bravos, das Antas, da Viúva Jorge e dos Macacos. Nessa última se instalaria, em 19 de dezembro de 1901, pela Lei 536, o 3º Distrito de Itaguaí, denominado Paracambi, no então progressivo povoado de Ribeirão dos Macacos, que na época era caminho obrigatório para Minas Gerais e São Paulo.
De acordo com o historiador Diogo Vasconcelos, o local passou a ser o ponto de descanso dos viajantes e das tropas que subiam a serra, o que contribuiu bastante para seu progresso.(A ESTAÇÃO de Lages Uma das estações mais antigas do Brasil, Lages foi inaugurada em 1858 e permaneceu como ponta de linha do ramal até 1861, quando a estação terminal de Paracambi foi inaugurada.) Em 1861, com a inauguração da estrada de Ferro Dom Pedro II, a região de São Pedro e São Paulo apresentou um acentuado crescimento nos setores da agricultura e pecuária, graças à força de trabalho de bravos escravos ali existentes.
Em 1867, a despovoada fazenda dos Macacos hospedou um grupo de ilustres ingleses que, admirados com a beleza da região, iniciou o trabalho de instalação de uma fábrica de tecidos de algodão, de acordo com o decreto nº. 3965 de 18 de setembro de 1867. O Alvará de funcionamento da denominada Cia. Têxtil Brasil Industrial foi assinado pela Princesa Isabel em 13 de setembro de 1871. A partir daí, a Fazenda dos Macacos aumentou visivelmente a sua população com a chegada das famílias dos operários das companhias, que foram beneficiadas com a construção da Capela de Nossa Senhora da Conceição, inaugurada em 6 de maio de 1880. Em julho desse mesmo ano, a Cia.
Têxtil recebeu a visita do imperador D. Pedro II, que fez questão de verificar, minuciosamente, o funcionamento de cada setor do empreendimento.
(2) Clube Municipal Cassino: Ambiente de cultura e lazer pela expansão do antigo cassino dos ingleses agregado à Cia. Têxtil Brasil Industrial, outrora fábrica de tecidos existente na parada de trem de Macacos, que fora inaugurada com a presença do Imperador Dom Pedro II.
(3) Ponto de encontro: Laboratório Horto Viveiro da Universidade Federal Fluminense, Campus da Praia Vermelha.
(*) Jornalista. Cobriu as atividades do LAHVI durante a apresentação
do projeto.

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Cidade brasileira de São Pedro da Aldeia abre oitava edição do projeto Olhar do artista sobre o meio ambiente, por Camila Sanmenfer

 

Resumo: a autora apresenta os passos do projeto OLHAR DO ARTISTA SOBRE O MEIO AMBIENTE desenvolvido pelo Laboratório Horto –Viveiro da UFF.O projeto em questão vem assegurando a projeção da Universidade Federal Fluminense ao lado desejavel do ambientalismo.

Palavras chaves:Natureza e arte

Abstract: the author presents the steps of the project OLHAR DO ARTISTA SOBRE O MEIO AMBIENTE developed by the Laboratório Horto –Viveiro da UFF.The project in question has been assuring the projection of the Universidade Federal Fluminense next desirable environmentalism.

Keywords: Nature and Art

Apresentação:

Na última sexta-feira, 10 de agosto, o Laboratório Horto-Viveiro da Universidade Federal Fluminense (LAHVI/UFF) realizou o coquetel de abertura da 1ª exposição do projeto VIII Encontro UFF – O olhar do artista sobre o meio ambiente, no espaço Horto Escola Artesanal, na cidade de São Pedro da Aldeia, localizada no Estado do Rio de Janeiro, Brasil. Em clima de confraternização, o evento contou com a presença dos artistas e visitantes de diversas localidades. A coordenadora do LAHVI e do projeto, professora Janie Garcia Silva, disse estar muito satisfeita com o encontro. “Tudo ocorreu na mais perfeita harmonia. Agradecemos a todos que prestigiaram nosso evento.”.

A exposição estará aberta à visitação até o dia 28 de agosto, com entrada gratuita. O Horto Escola Artesanal fica na Rodovia Amaral Peixoto, número 106, km 107, no bairro Balneário, em São Pedro da Aldeia.

‘O olhar do artista sobre o meio ambiente’

Este projeto está em seu oitavo ano e tem por objetivo trabalhar a conscientização sobre o cuidado com o meio ambiente através de obras de diversos tipos de arte, levando-as a exposições itinerantes por vários municípios do Estado do Rio de Janeiro, afetando pessoas de todas as idades de forma lúdica e descontraída. Nos anos anteriores, o número de visitantes foi superior a 7.110 pessoas, com a expectativa de crescimento a cada ano. Em 2012, o projeto conta com a participação de 107 artistas e passará ainda pelos municípios de Casimiro de Abreu, Paracambi, Miguel Pereira e Niterói, ajudando a movimentar a produção artística e a vida cultural de cada local.

São Pedro da Aldeia

Localizada na denominada Região da Costa do Sol, no litoral do Estado do Rio de Janeiro, região Sudeste do Brasil, a cidade de São Pedro da Aldeia teve sua fundação em 16 de maio de 1617, com o início da construção da capela homônima. Possui uma área de 340 km², 75.869 habitantes, aproximadamente, e está a 135 km da cidade do Rio de Janeiro, capital do Estado. Seus limites territoriais são os municípios de Araruama, Cabo Frio e Iguaba Grande. Suas principais atividades econômicas são a pesca artesanal, o turismo e o comércio local. Suas vias de acesso são as rodoviasRJ-106, Via Lagos e RJ-140.www.pmspa.rj.gov.br

Rio de Janeiro ,o estado das Olimpíadas.

Localizado na região Sudeste do Brasil, o estado do Rio de Janeiro possui uma área de 43.780,157 km² e uma população de aproximadamente 15.989.929 pessoas. Possui 92 municípios divididos em oito regiões e sua capital apelidada Cidade Maravilhosa é homônima do estado e sediará as olimpíadas de 2014 seguindo Londres que a realizou em 2012. Suas divisas territoriais são os Estados de São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo.www.ibge.gov.br/estados, www.inepac.rj.gov.br

Sobre a Universidade Federal Fluminense (UFF) e o LAHVI

Localizada no município de Niterói, na Região Metropolitana do Estado do Rio de Janeiro, foi fundada em 1961 e está entre as principais universidades federais do Brasil. A designação “Fluminense” refere-se a tudo que é de origem do Estado em questão. O Laboratório Horto-Viveiro da UFF foi inaugurado em 1997 e desde então é coordenado pela professora Janie Garcia Silva.

www.uff.br

Publicado por: revistainternacionaldoconhecimento | 17/07/2012

Samba – Que saudade, por Yone Souza

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Que saudade – Yone Souza

 

Que saudade

dos dias que eram só felicidade…

E hoje em mim só existe dor,

pois o tempo bonito da vida

o vento levou.

Que saudade!

E agora vivo eu de déu em déu

contando estrelas

Vendo as nuvens lá no céu.

Fechei as portas do meu coração.

Não quero ter mais uma desilusão.

Que saudade!

Não quero ter mais uma desilusão.

Que saudade!

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Publicado por: revistainternacionaldoconhecimento | 17/07/2012

NOTÍCIA: Nossa Capa

Nossa Capa é obra da artista multimidia Sophidiah , ela dá brilho ao nosso terceiro ano , quinto numero da Revista Internacional do Conhecimento em 2012 , após insistentes pedidos . Finalmente ela nos cedeu autorização para termos sua obra como Nossa Capa. Pedimos também que nos fornecesse alguma informação sobre Josele , o que graciosa e espontaneamente nos premiou , e que disponibilisamos para nossos leitores, a seguir :

Olá,
Segue a foto da Obra “O mundo em nossas mãos” – Técnica: óleo sobre tela.

“”Sobre a artista: Meu nome é Josele Pereira e uso o nome artístico: Sophydiah. Nasci na noite de 27 de novembro de 1970, na cidade de Niterói, e fui criada em São Gonçalo. Hoje resido entre São Gonçalo e Maricá. Sou Taróloga, Artista plástica, Artesã, Cantora e Dançarina amadora, que ainda está em construção. Ao longo da vida desenvolvi diversas habilidades e adquiri muito conhecimento, por conta de minha insaciável curiosidade e vontade de aprender. E amo ajudar as pessoas! Penso que todos podem desenvolver seus dons de maneira a se sentirem úteis e capazes. Com isso, através da observação e do experimento, vamos alimentando a criatividade. Eu aprecio atividades em áreas como: teatro, desenho, pintura, artesanato e trabalhos manuais, dança, música, construção, mecânica, nutrição, espiritualismo, astrologia, religião, jardinagem, etc. Umas com mais profundidade que outras.

Para conhecer melhor a artista você pode se conectar na seguinte página do Facebook:

https://www.facebook.com/Sophydiah  “”

Josele Pereira

Publicado por: revistainternacionaldoconhecimento | 16/07/2012

NOTÍCIA: FECHAMENTO DA EDIÇÃO

A  Revista Internacional do Conhecimento

Ano 2, número 4, 2012,

Está tendo esse  número finalizado.

Retornará com seu quinto número.

Distillation of Brazilian 

Sugar Cane Spirits (Cachaças)

 

Sergio Nicolau Freire Bruno

Brazil

 

 

 

 

Resumo: A cachaça é uma bebida alcoólica típica do Brasil. O autor, especialista internacional no assunto, narra em detalhes os métodos e processos de fabricação desta bebida.  Inclui em sua apresentação equipamentos  e também resultados de análises , obtidos por outros autores .Esta adição complementa o texto.

Palavras chaves:Bebidas, alimentos.

 

SummaryCachaça is a typical alcoholic beverage in Brazil. The author, an international expert on the subject tells in detail the methods and manufacturing processes of this drink. Include in your presentation equipment and analysis of results obtained by other authors. This addition complements the text.

Keywords: drinks, food.

 

Résumé : Cachaça est une boisson alcoolisée typique au Brésil.L’auteur, un expert international sur le sujet raconte en détail lesméthodes et procédés de fabrication de cette boisson. Incluez dans votre matériel de présentation, et analyse également les résultats obtenus par d’autres auteurs. Cet ajout vient compléterle texte.
Mots-clés: boissons, la nourriture.

 

1) Nota do Editor: A  cachaça é um produto com DOP assegurado.

 

 

 

 

Introduction

 

Cachaça is the sugar cane spirit typical of and exclusively produced in Brazil which has

alcohol content between 38 and 48 % in volume, at 20 ºC.  It  is  obtained  from  the  sugar  cane fermented wort and has peculiar sensory characteristics. It may also include the addition of up to 6 g/L of various sugars, expressed as sucrose (Brasil, 2005).

 

In the production of cachaças, as of other distilled beverages, a distillation process is used to isolate, select and concentrate specific volatile components of the “liquid mixture” by heating it (Boza & Horii, 1988; Léauté, 1990). After the fermentation, the distillation is the most important step for the quality of distilled beverages (Janzantti, 2004; Boza & Horii, 1988).

 

Distillation also promotes some heat induced  chemical reactions such as the synthesis of acrolein through a Maillard reaction (Boza & Horii, 1988 ; Nykänen & Nykänen, 1991) and of heterocyclic aromatic compounds, such as furans (furfural, etc.), pyrazines and pyridines (Janzantti, 2004 ; Léauté, 1990). Besides that, distillation causes the extraction of certain long chain esters retained in the yeast cells at the end of the fermentation step, transferring them to the distillates (Nykänen & Nykänen, 1991).

 

The cachaças “wine” composition is quite complex and contains liquid, solid and gaseous substances. Ethanol is the main liquid component, with 5 to 8 % v/v, and water is the substance present in the greatest amount – about 89 to 92 % v/v. Other liquid components present in smaller amounts are glycerol, lactic acid and butyric acid; volatile components such as esters, acetic acid,  propanoic acid, aldehydes and higher alcohols, among others (Novaes, 1999; Bruno, 2006 ; Nascimento et al., 1998a,b).

 

At every production of a distilled beverage, each volatile component will be more easily

distilled according to three criteria: solubility in alcohol or water, boiling point and alcoholic content variation in the vapor phase during distillation (Janzantti, 2004; Léauté, 1990). 

 

According to the components’ volatility, it is possible to isolate the volatile (water, ethanol and others) components from the non-volatile ones (suspended solids, minerals, yeast cells, non-fermentable sugars, proteins, etc.) obtaining two fractions, phlegm and vinasses, the residue from the distillation of the “wine”. The phlegm, main  distillation product, is an impure hydroalcoholic mixture, and its content depends on the type of equipment used (Mutton & Mutton, 2005).

 

 

 

 

1.      Distillation  system and practices

 

Cachaças can be produced by two very different systems: “continuous” and “by batches”. In the traditional continuous system the distillation column used is continuously fed with the “wine”, while in the “by batches” system, typical of alembics, the whole wine volume to be distilled is transferred to a pan before the distillation starts (Bruno, 2006).

 

The different distillation systems are frequently used to distinguish the type of cachaça and the production method. Therefore, industrial cachaça would be the one produced from distillation columns of any size, through a continuous process, and alembic cachaça, the one prepared in copper alembics, with a limited volume. Among the practices that do not fit in the description of the last process, we can mention the sugar cane burning and the use of chemical adjuncts in the fermentation (Tonéis & Cia, 2005; Ampaq, 2006).

 

As the distillation process is modified, samples of the same “wines”, distilled in the same type of equipment, produced distillates with different quality. A slower distillation results in higher yield and in an increase of the aromatic compounds content, such as of aromatic esters. A fast distillation reduces the yield and produces distillates that are more acidic and contain an excess of higher alcohols (Almeida Lima, 2001; Mutton and Mutton, 2005).

 

Reche et al, (2007), use Principal component analysis (PCA), linear discriminant analysis (LDA) and ethanal, ethyl carbamate, dimethyl sulfide, isobutyl alcohol, n-propanal, copper, ethyl acetate, and phenylmethanal as  chemical descriptors, to develop a model that showed 95.1 % accuracy in distinguishing between cachaças distilled in copper pot stills and  cachaças distilled in stainless steel columns. First, an exploratory analysis was carried out by PCA using analytical data for 82 samples (55 samples of cachaças distilled in copper pot stills and 27 samples distilled in stainless steel columns) to verify group formation and data structure. Afterwards, LDA was used for classification purposes. The training set used in the LDA was composed of the 82 samples used in the PCA. The selfconsistency of the LDA model was examined by cross-validation using 33 unknown samples. During cross-validation, one sample at a time (of n samples) is left out, and the prediction ability is tested on the sample omitted. This procedure is repeated  n  times, resulting in n models, and will give an estimate of the average prediction ability for the n models.

 

1.1  Distillation  by batch or intermittent: Alembics

 

As  seen  in  Figure  1,  the  common  alembic  has  only  one  pan,  usually  made  of  copper  or stainless steel, in which the “wine” is heated to boiling then distilled. This equipment, also called distillation apparatus, can include columns with various external geometric characteristics and internal rectifiers (use of plates or trays, bubble  traps, etc.), various extension tubes and cooling systems (Bruno, 2006; Maia, 2000; Pinto, 1986).

 

The distillation kettle (or pan) heating process may be direct or by steam. This process

should be slow and gradual, since abrupt heating of the “wine” may cause the apparatus to overflow.

 

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Besides that, a gradual temperature increase allows the production of vapors which, upon reaching the column head, will partially condense and return to the kettle. The porting of uncondensed vapor reaches the extension tube and partially condenses when becomes in contact with a colder surface. Then it reaches the cooler, where the condensation is completed.

 

The distillate shows a high alcoholic content (65 – 70 % vol) at the beginning of the process and a separation of 5 -10% of the total theoretical volume of spirit by the initial distillation is recommended. This is known as the “head” distillate, rich in aldehydes, ethyl acetate, fatty acids, ethyl caprate and ethyl caprylate (Léauté, 1990; , Mutton & Mutton, 2002; Bruno, 2007), dymethil sulphide (Nicol; Faria et al., 2003) and other volatile compounds that have greater affinity for ethanol than for water, a factor of greater significance than the individual boiling temperatures (Maia, 2000; Leauté, 1990). The fraction known as “heart distillate”, the core distillate, is isolated next and contains a smaller proportion of the “head fraction” components, such as esters, aldehydes, higher alcohols, besides ethyl lactate and the fraction of long chain volatile acids and other undesirable secondary products in concentrations higher than those recommended, formed during the fermentation or inside the alembic itself (Janzantti, 2004; Léauté, 1990 ; Mutton & Mutton, 2005). The “heart fraction” represents about   80 % of the distillate volume. Since it contains the smallest amount of undesirable substances, this is the best fraction. In practice, usually the phlegm content is controlled around 45 – 50 % vol in the receiving box and then the “cut” is made.

 

Finally, the components with higher boiling  points and greater affinity for water areremoved. This fraction (“tail”) has a high content of phurphural and of other less desirable, such as acetic acid, and of the “heavier” fraction of higher alcohols, known as “fusel oil” (Mutton & Mutton , 2005; Nykänen & Nykänen, 1991). The “tail fraction”, also called “weak water”, corresponds to 10 % of the distillate total volume, and is collected from an alcohol content of 38 % vol up to 10 % vol, approximately.

 

The practices of mixing the “head” and/or “tail” fraction with the new wine (Mutton &

Mutton, 2005; Novaes, 1999) are extensively used,  either for the recovery of alcohol or to allow the reactions among the “head” fraction compounds (acetaldehyde, ethyl acetate) and the “tail” (acetic and lactic acids) compounds with the wine alcohol, producing aromatic components important for the quality of the cachaça. In fact, the richer aroma of the cachaças distilled in alembics is related not only to the concentration changes that occur during the distillation processes, but also to the chemical reactions that occur among the components in contact with the hot alembics walls (Faria et al, 2003). These reactions are also favored by the presence of copper and by direct heating (Faria et al., 2003, Léauté, 1990; Nicol, 2003). For such, the distillation should be well conducted, allowing the isolation of compounds that are undesired and harmful to human health (Mutton & Mutton, 2002). 

 

Besides the alembic shown in Figure 1, there are also two or three bodies alembics, which are common alembics adjusted accordingly, in order to save fuel, facilitate and accelerate the distillation process (Maia, 2000; Bruno, 2007). 

 

Figure 2 shows a version of an alembic (2) with two pans. The pans on the right side function as heat exchangers, both to pre-heat the “wine” (up to 60 °C) that will be distilled in the second pans at the left, and to pre-cool the emerging vapors condensed on the extension tube, simultaneously.

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The system may also include one more kettle or pan, making a three-body alembic, as shown in Figure 3. The upper pan works as a heat exchanger, such as in the two-body alembic. The apparatus is fed through the “wine” heater (1). The three bodies are interconnected by pipelines and valves and are at different levels, the “wine” falls by gravity and accumulates in the lowest body, either the exhaustion pan or kettle (2). When the working level is reached (75 % of the total volume), the wine starts to accumulate in the distillation pan (3). Once the operative load is completed (75 %), the “wine” heater is equally loaded.

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1.2  When the valves of the three bodies are closed, the wine in the exhaustion pan is heated by steam or direct heat. The hydroalcoholic vapors containing the most volatile Systematic or continuous distillation

 

Many distillation columns have simply been adapted from those used in the production of ethyl alcohol and produced phlegms with high alcohol content, resulting in products poor in flavor. The distillation apparatus that were made of copper started to be made of stainless steel, at a lower cost. The distillates started to have strange odors, which disappeared inside the vat. However, storage time in the vats was not always enough for that. 

In order to eliminate these problems, the distillation columns were redesigned to produce low degree, less rectified phlegm, with enough congeners’ content to produce a more favorable  flavor for marketing purposes (Almeida Lima, 2001). As shown in Figure 4, the column consists of a series of overlapping “plates” or “trays”, which make its core. Two

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components produced during the progressive heating are, then, injected into the “wine” in the central pan. This enriched and heated wine will  produce hydroalcoholic vapors,

whose alcohol composition is richer than in those vapors received in the exhaustion kettle (Novaes, 1999). Part of the vapors, richer in water, condenses in the column and returns to the “wine” from where it came, while the fraction richer in alcohol passes through this condensation zone as vapor, reaching the serpentine coil in the “wine” heater, where it condenses. The recently condensed distillate then goes to the cooler  serpentine coil (4), and is collected in the reception box (5). 

 

When the alcohol content of the distillate collected in the reception box reaches values

between 45 to 48 % vol, the heat source and  the distillation cycle are interrupted. The vinasses in the third body, which will not contain alcohol anymore, runs out and it will be completed with the distillation kettle “wine”. The kettle is filled with the pre-heater “wine”, which will then be fed with the new “wine”. A new distillation cycle starts with the introduction of steam in the exhaustion kettle (Novaes, 1999 ; Bruno, 2006).

 

As the distillation progresses, both the uncondensed gases and the future “head” fraction

resulting from the “wine” contained in the heater may be removed. Therefore, it will not be necessary to remove them in the next cycle. The “tail” fraction does not have to be removed either, since the vapors that would generate it are those produced in the exhaustion kettle, which will join the “wine” in the distillation pan (Novaes, 1999).

 

plates together results in a “segment”.  The two trays communicate through a syphon.

According to Figure 5, the upper part of this siphon is prominent and conditions the

formation of a layer of liquid over the upper tray. 

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Besides the siphon, the tray has a certain number of chimneys stacks with side windows or hatches over which the caps or hats are. The edge of these caps stay immersed in the liquid, offering resistance to the steam passage through the siphon.

 

The “wine” is introduced in the column (15 to 20 plates) through the upper segment and the steam serpentine coil, for heating purposed, is introduced from the lower segment. To start the process, the “wine” is introduced in the column until it reaches the desired level at the lower segment. The system is cooled with water and the steam is introduced in the serpentine coil. The vapor formed in the lower plate reaches the chimneys of the plate immediately above it and is accumulated in their caps.

 

Once the pressure increases, vapor starts to bubble in the liquid in the plate, heating and enriching the “wine” on this plate. After some time, the “wine” on the plate above also starts to boil and heats the next plate, and then the “wine” in there and so on until the last plate is reached.

  As the phlegm is removed, there is a depletion of the alcoholic content on the plates, with a subsequent increase of the upper plate temperature. When the temperature reaches 92 °C, the column starts to be fed again with the new “wine”, setting a continuous flow. The vapor formed in this plate will then be condensed.

 

System stability is maintained by controlling the vapor inlet, the “wine” flow and the vinasses removal. The use of low alcoholic content “wine” can be worked out efficiently by controlling the condensers downgrading and determining the most adequate selective condition for the final condenser, in order to obtain a better quality cachaça. Some compact distillation columns with a “wine” heater installed at the top of the column make it harder to control the selectivity, and cause the “wine” to be carried to the distillate (Novaes, 1993; Bruno, 2006).

 

1.3  Bidestillation or double distillation

 

Bidistillation was effectively  introduced in Brazil in 1991, by Novaes (1994), with the

purpose of suppressing the ethyl carbamate in the  cachaça produced at a plant in city of

Nova Friburgo (Rio de Janeiro state, Brazil).

 

The double distillation process in cachaça is based on the processes used in the production of whisky and cognac, through the distillation in copper alembics (Novaes, 1994). The first step ends when the distillate inside the collecting box reaches 27 % vol, similar to the “weak water”. The vinasses is discarded. This “wine” distillation will be done three or four times until the total “weak water” volume obtained is equal to that of the work load of the alembic. 

 

All fractions from these distillates with low alcoholic content are stored in a flask that has at least the volume of the alembic load, and stay there until the next distillation.

 

At the end of the last “wine” distillation, the alembic will receive the “weak water” to be distilled. The sample should be heated slowly and, initially, the undesirable gases that do not condense will be released through channeling in the cooler and will be lost into the air. Right after that, a distillate with 77 % vol will be collected when the cooling water valve is opened, and kept like that until the end of the process.

 

Three fractions will be obtained from this distillation: “head”, 1.5 % of the “weak water” volume distilled (72 to 75 % vol); “heart”, collected in another flask until the alcoholic content reached 66-68 % vol; and “tail”, produced until its volume in the collecting box was equal to 30 % of the initial “weak water” load.

 

“Head” and “tail” fractions will be mixed and the volume divided in three parts. Each part will be mixed with a new “wine” load, and so on. The “heart” fraction will be stored in flask according to the type of beverage desired. It can be aged, left to “rest” in adequate vats for a certain period of time, or, simply be consumed in natura.

 

Ethyl carbamate is not too volatile in alcoholic solutions, due to its affinity with water and alcohol.  Since  it  is  formed  by  the  distillation  process,  when  a  new  distillation  is  done,  the product obtained will be poor in ethyl carbamate. Most of the ethyl carbamate will remain in the residue from the first distillation (Riffkin et al., 1989; Novaes, 1994). Similarly, the amount of compounds responsible for carrying copper from inside the serpentine coils (organic acids) is very small, which also results in the production of cachaças with low levels of copper and of volatile acidity (Bizelli et al., 2000).

 

3. Reflux, reflux rate, column geometry and the effect over the cachaça  composition

 

Distillation efficiency is controlled by the appropriate column design. The column design is a determining factor for the reflux adjustment, which consists on successive recondensation and revaporization occurring throughout the alembic column. Each time the vapors condense, a liquid with higher alcoholic content is generated and this liquid is capable of producing new vapors, even richer in ethanol. 

 

At sea level, water boils at 100 °C and ethanol at 78.5 °C. The boiling temperature for a

mixture of these liquids will be closer to 100 °C as the ethanol concentration decreases and closer to 78.5 °C as the ethanol content increases. A “wine” containing 8 % v/v of ethanol starts to boil at a temperature around 94 °C and, since ethanol is more volatile than water, the vapors formed will be richer in ethanol (45 % v/v) than the mixture that produced them, according to the ethanol-water phase diagram shown in Figure 6. Once the vapors return to liquid state, the ethanol rate will be the same (45 % v/v), but the temperature required to vaporize it again will decrease to about 83.5 °C.

 

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This phenomenon allows the vapors condensed in the column to return to gas phase, even if they stay at a position in the column in which the temperature is permanently lower than that of the liquid in the pan. This is the useful reflux. If the vapors condensed in the column return to the pan, the reflux would have been useless: it will only delay the distillation (Maia, 2000).

 

The efficiency of the still is a function of its design and of the operation of the column as well as of the reflux apparatus associated with the still head (Maia, 2000). This part of the still divides the condensate so that a portion (D) is taken off as a fresh distillate (P) and

 

the remainder (L) is returned to the column as a reflux liquid. The ratio L/P is called the

reflux ratio. In addition to other factors,  the columns give better performance at lower

throughputs (Peters et al., 1974) and higher temperature gradients. Under these conditions, the residence time in the column is longer, which results in an equilibrium

improvement, distillations with lower temperatures for the ethanol-water vapor phase,

which is richer in ethanol than the liquid phase, and in an increased reflux rate (Maia,

2000; Peters et al., 1974).

 

In the distillation in alembic, the reflux reflects the combined effect of various factors: a) temperature of vapors, from the moment they reach boiling temperature until they reach the access to the extension tube (temperature gradient); b) column geometry and length; c) number and geometry of column plates (Maia, 2000 , Claus & Berglund, 2005; Tham, 2006); d) type of bubble traps (Tham, 2006); e) presence and geometry of cooling system on the top of the column (dephlegmator or hood); f) diameter and geometry of extension tube; g) conduction of process (Maia, 2000).

 

The efficiency of a distillation column separation includes a set of variables, whose complexity makes the appropriate process control less accessible to most of the average

cachaça producers. Very high vapor or liquid rates can cause problems such as: liquid entrainment, flooding, formation of vapor cones or excess of foaming, among others (Kalid, 2002; Tham, 2006).

 

The vapor inlet flow (Vin) is generated in the exhaustion section. It is possible to manipulate the reflux rate, equivalent to L, to control  the quality of the distillate, because with an increase in reflux, the distillate becomes richer in the lighter products. Likewise, the bottom product composition may become richer in heavier substances, if the rate of heating fluid (water vapor) increases. However, the rate of reflux is a manipulated variable that controls the quality of the distillate (controlled variable), while Vin is another manipulated variable associated to the quality of the bottom product. Yet, making measurement in the mixture line is a complex and expensive task. Alternatively, temperature is used to infer the composition. In this case, the controlled variable is the temperature or the temperature difference between two column plates(Kalid, 2002).

 

4. Influence of distillation systems and processe s on the ethyl carbamate

content in cachaças

 

  Distillated beverages containing cyanogenic glycosides, characteristic of the raw material used, are those in which ethyl carbamate (EC) contents reach the highest values, such as in brandies of stone fruits (peach, plum, cherry, etc.) (Schehl, 2005), and tiquira (Cagnon et al., 2002), a manioc spirit. The control of the distillation processes for these beverages is not enough to reduce the EC contents to acceptable levels, due to the large cyanide concentration formed. Cyanide is the immediate precursor of EC and this large cyanide concentration cannot be suppressed in the distillate, avoiding the precursors less volatile than cyanides from transferring to the distillates (Bruno,  2006; Lachenmeier et al., 2005). Although sugar cane is considered a cyanogenic plant, cyanide formation in cachaças is not very well defined. This is also true for other nitrogen-based EC precursors. However, the main role of the cyanate formed from the oxidation of cyanide, no matter its source (aminoacids, urea, cyanide or carbamylic  compounds), has been suggested since the beginning of the last decade and supported  by recent studies and reports (Bruno, 2006; Aresta et al., 2001, Riffkin et al.,1999).

 

    One chemical pathway proposed for the EC formation involves the oxidation of cyanide (CN-) to cyanate (NCO-) catalyzed by Cu (II) ions (Aresta et al., 2001; Beattie & Polyblank,1995; Mackenzie et al., 1990) followed  by reaction with ethanol (Aresta et al., 2001; Taki et al., 1992) according to the reaction scheme below:

 

                                                  2Cu(II) + 4CN→ 2Cu(CN)2

                                                  2Cu(CN)2 → 2CuCN + C2N2

                                             C2N2 + 2OH → NCO+ CN + H2O

                                              NCO+ C2H5OH → C2H5OCONH2

 

Another possible mechanism involves the formation of isocyanic acid, which is released

directly from the thermal decomposition of urea present in the wort. Aresta et al., (2001), have reported other possible mechanisms, most of them involving cyanide, copper and cyanate.

 

According to Riffkin et al., (1989), who used  an experimental copper alembic to produce whisky “low wines”, the amount of EC formed in the first two hours after distillation, in the presence of 0.8 mg/L of copper, represents  about 20 % of the EC’s final concentration. Approximately  80 %  of  EC  were  formed  within 48 hours in the fresh distillate. By using an Amberlite IRC ion exchange resin a complete inhibition of the EC formation was also verified in fresh distillates when copper ions were suppressed

 

Double distillation has been the most common procedure for removing ECs from distilled spirits. Nevertheless, this procedure generally leads to losses in ethanol yield and aroma. Boscolo, (2001), analyzed 84 samples of  cachaças  from various Brazilian regions, with EC levels varying from of 42 to 5689  μg/L and an average value              of 904 μg/L. Only 13 % presented EC levels below the maximum international limit established (150 μg/L). Those authors reported the occurrence of smaller amounts of EC in Brazilian sugar cane spirits obtained from distillation systems in which the descendent parts (end part of adapter and serpentine coil) are made of stainless steel. However, these systems produce spirits with sensorial defects, mainly due to the presence of sulfur compounds (Faria et al., 2003; Andrade-Sobrinho et al., 2002)., In alembics made entirely of copper, these off-odors usually react more effectively with this metal producing an odorless salt (Andrade-Sobrinho et al., 2002).

 

A preventive action commonly reported for the reduction of the EC levels in distilledspirits consists in fitting the upper portion of the columns with either a bubble cap tray or a section packed with copper rings (Bujake, 1992) or other copper devices (Andrade-Sobrinho et al., 2002). However, Andrade-Sobrinho et al. (2002) reported the presence of high levels of EC when the distillation system has a small area made of copper in the ascendant parts. They used 126 samples of commercial  cachaças from several states and reported an average value of 770 µg/L. The average value of the  cachaça  samples produced using distillation columns was of 930 µg/L, whereas those from alembics showed an average of 630 µg/L. 

 

Bruno et al., (2007), studied the influence of the distillation systems and of the distillation process on the EC levels. They analyzed  34 sugar cane spirit samples from 28 main producers (total of 30 different distillation  systems) from various regions of the Rio de Janeiro State, Brazil. The first 17 samples consisted of freshly distilled fractions collected in glass flasks from 13 different distillation systems (2 producers have 2 alembics) and four (4) samples of them were recollected afterwards. Samples from alembics were collected from the heart fractions. Seventeen (17) samples were bottled  cachaças acquired directly at the distilleries. The selection criteria of the  28 producing locations were their different distillation systems, their legal condition,  economic importance and the quality of the facilities. These systems were divided in 7 continuous distillation columns (DC); 16 alembics made entirely of copper (CA, pot still); 5 stainless steel alembics with a copper serpentine coil (SSC); 1 alembic made entirely of stainless steel (SSS); and 1 double distillation copper alembic (DDC). 

 

As shown in Table 1, only one out of the  seven medium sized continuous distillationcolumns produced EC levels below the maximum limit of 150  μg/L. Ten out of the 16 copper alembics complied with this limit. The results also show that the average of EC levels in the  cachaças from alembics was lower than the average for  cachaças from distillation columns (Figure 7).

 

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The results are partially in agreement with those reported by Andrade-Sobrinho et al., (2002), for  cachaças from various states in Brazil. However, the average for  cachaças from Rio de Janeiro was 5 to 6 times lower than that described by Boscolo, (2001) and Andrade- Sobrinho et al., (2002). About 45 % of the products and distilled fractions exceeded the maximum allowed limit of 150 μg/L, with an average of 160 ± 68 μg/L.

 

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During the evaluation of the EC concentrations of 25 brands of pot still cachaças produced in the Paraíba State, Brazil, Nóbrega et al. (2009) reported an EC concentration range and average value of 55–700 and 221 µg/L, respectively. EC levels in 70 % of the brands exceeded the international limit for spirits (150 µg/L).The average EC levels found in pot still cachaças from Paraíba State are considerably lower than the mean values reported previously for 34 samples of pot still  cachaças from different parts of Brazil (630 µg/L, Andrade-Sobrinho et al., 2002) and for several commercial  cachaças produced in Minas Gerais State (1206 µg/L ,Baffa Júnior et al., 2007; 893 µg/L, Labanca  et al., 2004). Although not clearly stated, the samples investigated by Baffa Júnior et al. (2007) and Labanca et al. (2004) are likely to be pot still types, because Minas Gerais State, in Southeastern Brazil, is the national leader in pot still production of cachaça.

However, the average level reported here are higher than the values reported for 13 commercial samples of pot still cachaças produced in Rio de Janeiro State (123 µg/L, Bruno et al., 2007).

 

At first, the lower EC levels found in pot still alembics could be explained by the reactions of cyanide with copper in the ascending parts, which produce non-volatile complexes (Andrade-Sobrinho et al., 2002; Aresta et al., 2001; Boscolo, 2001). However, 2 alembics, without any copper-made part or device inside the columns, produced low EC levels (< 10 and 45 μg/L). These alembics are characterized by a distillation process with low flow rates and temperatures, and suggest that they are favored by their appropriate design (Bruno et al., 2007)

 

For pot still systems, as the alcoholic content decreases, the temperature of the wine

increases. However, it is possible to keep the vapor temperature lower than 80C in the dephlegmator by increasing the water flow rate inside it during the distillation process. Figures 8.A and 8.B show that it was possible  to drastically reduce the EC levels in the freshly distillate fractions from a copper alembic labeled as JLG through this control method. On the other hand, the other 5 alembics that produced  lower EC  levels  (< LQ to 50 μg/L), with the same copper tubular dephlegmator  inside  the  column  head  of  JLG,  have two lower sections with stainless steel or copper bubblecap trays (Figure 5 and 9), which leads to high separation efficiencies.

 

Aiming at  reducing  the  levels of EC  in alembic cachaças, today, many distillation systems in Brazil are already made with those two lower sections. Therefore, alembic SRV stands out as the one with greater chance of rectification, with three plates with four bubble traps in each plate, made of stainless steel, and a reasonable reflux control system in the dephlegmator. In this system, EC formation was not detected  either (< LQ), even when two samples of different batches were analyzed (see Table ), which indicated the absence of nitrogenated precursors in more rectifier systems.

 

In the alembics with a condensing bowl jacket around the still top, it is not possible to properly control the reflux, which, sometimes, can result in distillation temperatures higher than 90C and accelerate the distillation process. This is the case for the CQE (Figure 2), CRD (Figure 12), and CHV (Figure 13) alembics. The highest EC level among all alembics was found in the CHV unit (595 μg/L), which has in the bottom a wine stripping alembic producing alcohol vapors which will warm it up through the bowl jacket and make the final distillation fraction.

 

Bruno et al. (2007) also observed that the presence of cloudiness was very common when the temperatures in the column head were above 80-82°C. As a result of entrainment (Tham, 2006; APV,1998), there is an enrichment of less  volatile components, such as nitrogenous compounds, into the lower parts of the distillation system (serpentine coil, etc.), which in the presence of Cu (II) ions and increasing  temperatures could eventually promote the decomposition or oxidation reactions responsible for the highest EC levels formed within these systems. These reasons could explain the high EC levels found in the heart and tail samples from the copper alembics (with a pre-heater) CQE and CRD, respectively (Bruno et al., 2007).

 

As shown in Figure 8.A, the high EC production in the beginning of the first distillation in the JLG (1) could be related to the high initial distillation temperatures (>90C), which 

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promoted the early entrainment previously  mentioned and subsequent depletion of the nitrogen precursors. An expressive reduction in the EC levels was observed in the second distillation in the JLG (2) as a result of an adjustment on the reflux, which was obtained by controlling the water flow circulating in the tubular dephlegmator. In this case, the distillation temperatures stayed around 78ºC (Figure 8.B).

 

 The lower EC levels seem to come from alembics operating with high reflux ratios, low throughputs and low distillation temperatures (< 80 ºC). The highest EC levels were measured for those alembics with improper reflux ratios, emphasizing that the reflux ratio plays an important role in the EC formation (Bruno et al., 2007)

 

 In the results obtained by Nóbrega et al (2009), shown in Table 2, with regard to the cooling system, a clear concentration of hot head systems was observed in the most heavily contaminated range (200–700 µg/L). Contrarily, a clear prevalence of dephlegmator and head cooler systems, particularly the former, in the less contaminated range (55–100 µg/L )

 

 

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 These observations are in line  with those of Bruno et al. (2007), who also found a close connection between low levels of EC in  cachaças and distillation in alembics using high reflux rates.

 

The values for the only alembic made entirely of stainless steel agree with those reported by Boscolo, (2001), emphasizing the importance of copper for the EC formation. As expected, the double distilled  cachaça sample analyzed, produced in a large alembic imported from Scotland, also showed a low EC level. Copper levels in those two systems were 0.01 mg/L and 0.02 mg/L, respectively

 

  Striking  differences  in  the  EC  levels  measured were also observed for the different continuous distillation columns. Poorly conducted rectification, usually due to the excess of  vapor and of wine feeding into the columns (Belincanta et al., 2006; Kalid, 2002) could explain  the  high  EC  levels  found  in  most  of  these systems. In those cases, flooding (in the trays) and entrainment can occur at the same time (Kalid, 2002, Tham, 2006; APV, 1998). 

 

Although there is also a significant variation on the EC levels from different distillation

columns, few changes occurred during the distillation processes within these systems

(continuous processes) when the temperature did not vary significantly.

 

4.1 Influence of copper contents on the formation of ethyl carbamate

 

The EC levels measured as a function of an increase in copper content in the experiment are shown in Figure 1. The initial value of 150 μg/L (in the y axis) was determined from other experiments with various sugar cane freshly distilled samples from other

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producers, for  hich an average reduction of 65 % was obtained and copper levels were reduced to less than 0.01 mg/L (Bruno et al., 2007). In the previous experiment, using another PCA freshly distillate, a maximum reduction of 67 % in the EC levels was observed, when the concentration of copper was reduced to 0.16 mg/L. Therefore, in order to achieve a more complete reduction of EC, the copper concentration in the distillates should be around 0.15 mg/L.

 About 0.7- 0.8 mg/L was enough to promote a complete EC formation and higher concentrations of copper did not promote any additional catalytic effect. 

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5. Conclusion

Some studies on the distillation of cachaças and how it affects the quality of these sugar cane spirits have been published and have contributed to the development of this area However, there is still a great need for more research on the distillation processes of cachaça  in order to continuously improve the quality of these products.

 

6. Acknowledgment

The author would like to thank his wife, Jovina, and sons, Saulo and Sergio Vitor for their patience, love and support. Also, thanks to Dr. Isabel Vasconcelos and Prof. Dr. Delmo Vaitsman for their continuous support during the time devoted to the studies and projects related to cachaça.

 

 

 

 

 

 

 

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 Notas do editor  

 

1)Denominação de Origem Protegida (DOP) é a denominações exclusiva de produtos em processo de consolidação da União Europeia (UE) visando proteger  resultados alimentares classicos  pela aceitação tradicionalmente regional atraves de seu nome. A Lei, que vem sendo adotada em todos os países da UE e outros devido aos acordos bilaterais, certifica que apenas os produtos genuinamente originados em determinada região podem ser por eles assim denominados. A cachaça é um produto com  DOP segundo a Legislação Brasileira .

 

2)Este artigo tem uma publicação croata e pode ser encontrado em parte como capítulo (7) do livro   

publicado pelo autor na republica da Croácia sob o título: Distillation – Advances from Modeling to Applications  sendo disponível em:

http://www.intechopen.com/books/distillation-advances-from-modeling-to-applications.

 

3). Numa enquete realizada na redação da Revista Internacional do Conhecimento a mardita eleita pelos pinguços de plantão foi a Cachaça Paracambicana produzida em Paracambi, RJ.

 

Publicado por: revistainternacionaldoconhecimento | 20/03/2012

Convite aberto: HIKING IN NATURE by Sheila Souza

HIKING IN NATURE
    by  Sheila Souza

 

 

Abstract: The author invites the reader to take part in a nature walk in the countryside, to be held in a Brazilian city.


Keywords: invitation, environmental tourism.

 

 

Resumo: A autora convida o leitor a participar em uma caminhada na natureza em zona rural, que se  realizará em um município brasileiro.

 

Palavras Chaves: Convite, Turismo ambiental.

 

      If you want, you can enjoy a popular walk which will take place on April 6, 2012. You prepare to acclimatise in relation to the 2014 Cup festivities. It is in Brazil, seventy kilometers from Rio de Janeiro, the wonderful city in the state of Rio de Janeiro. The city to host the walk will be Paracambi. The displacement of the walkers, on rural roads will be fully supervised and conducted by the tourist office and headed by Superintendent Valeria Motta.

      The initial meeting will be in the "Praça Cara Nova"  (New Face square) downtown Paracambi between 7:30 and 8:30 PM. For logistical reasons the group will be conducted to the Center for Education “Terra de Educar” where the trek will come out. You will walk through the Forest region to the “Fazenda Água da Vida, FAV” (Farm Water of Life). There you will know the traditional Human Development Platform that centralizes all the local activities in advanced environmental concepts since its founding more than 20 years.

      After the typical recreation in rural areas, it will return around 14 hours and 15 hours, certainly with motorized support because no one is iron.
      But you have to register[4]. Registration is free. Subscribe to the website www. portalparacambi.com  or through City Hall at www.
paracambi.rj.gov.br

 

clip_image002[5]

 Check out the announcement of the event published in Portuguese by Portal Paracambi.

 

References
[1]
Said the executive secretary of IAC5: This is a special opportunity for bird watchers. [2] Space for comfort and facilities of the research, represented by the Center for the Enhancement of Human and Nature, CVHN.

 

[3] Registrations for participation are not acceptable locally on the day of the walk.

 

[4] Here the data you need to provide:

Name and surname, Date of birth

Address, City, State, Country, Postal Code, Telephone, Mobile, Email ,

and additional details:

Size of shirt,

Intend to attend the luncheon after the event?

Medical history,

Contact and phone number in case of emergency.

 

COBERTURA DE SINAL UHF (ULTRA-HIGH FREQUENCY) PARA TELEVISÃO DIGITAL

Raphael Almeida de Siqueira, Pedro Eugênio de Magalhães e Leni Joaquim de Matos

 

RESUMO

Este trabalho visa determinar o modelo de predição de cobertura que melhor se ajusta às medições de um canal digital de TV. Partindo de medições realizadas na cidade, os dados adquiridos são comparados àqueles calculados pela aplicação dos modelos de predição mais usuais, onde parâmetros de entrada como potência do transmissor e ganho da antena são os mesmos usados nas medições. O estudo conclui que o modelo de Okumura-Hata suburbano é o mais adequado para o cálculo de cobertura do sinal em distâncias a partir de 1,8 km, enquanto o modelo de Okumura-Hata urbano mostra-se mais adequado para as distâncias inferiores a essa.

Palavras-Chave: TV Digital. Cobertura UHF. Modelos de Predição.

ABSTRACT

This work aims to determine the coverage prediction model that best fits to a given digital TV channel. Starting from measurements carried out in the city, the acquired data are compared to that calculated by applying the most usual prediction models where input parameters like transmitter power and antenna gain are the same used in the measurements. The study concludes that the suburban Okumura-Hata model is the most proper for the signal coverage calculus in distances greater than 1,8 km, while that the urban Okumura-Hata model one is most suitable for minor distances.

Keywords: Digital TV. UHF Coverage. Prediction Models.

1 INTRODUÇÃO

Os modelos de predição de cobertura permitem delimitar o alcance do sinal rádio nos mais variados tipos de área. Dentre eles, estão os modelos empíricos [1], semi-empíricos [2] e determinísticos [3], existindo uma grande variedade de modelos na literatura científica. Cada qual tem sua aplicabilidade, dependendo do tipo de ambiente de propagação do sinal, que pode ser urbano, suburbano ou rural e, ainda, com ou sem vegetação, esta influindo grandemente no sinal devido a efeitos de absorção, espalhamento e difração do mesmo. Além da influência do ambiente, chamado de canal de propagação, a amplitude do sinal recebido é função da sua frequência, das alturas das antenas transmissora e receptora usadas e da distância entre elas.

 

Dentre os diversos modelos de predição encontrados na bibliografia, neste estudo foram empregados aqueles que têm tido grande uso na cobertura de TV digital: o proposto pela International Telecommunications Union (ITU), na Recomendação 1546-4 [4], e o modelo Okumura-Hata, para ambientes urbano e suburbano, desenvolvido por Okumura [5] a partir de medições realizadas em Tóquio e adaptadas, analiticamente, por Hata [6].

 

 Inicialmente, as medições foram realizadas em 150 pontos distribuídos numa cidade de relevo baixo, sendo sondado o canal 21, correspondente à faixa de frequências de 512 a 518 MHz. A campanha durou 6 (seis) dias no mês de janeiro de 2011. Os locais dos pontos foram escolhidos, a priori, de maneira que se cobrisse toda a cidade, priorizando as áreas de maior densidade urbana. Pequenos ajustes foram realizados durante o trabalho, de acordo com as características de cada ponto (locais próximos a prédios ou árvores foram evitados). A área coberta foi de, aproximadamente, 1 000 km², que corresponde à área total da cidade, incluindo 5 (cinco) localidades.

 

O sistema de transmissão da emissora é composto por transmissor, linha de transmissão e antena. O transmissor opera com a potência de 10 kW; com linha de transmissão de 130 m, impedância de 50 W e apresenta uma atenuação de 0,87 dB/100m. Já a antena é do tipo painel de 16 elementos, dispostos em 4 (quatro) níveis, cada um com 4 (quatro) painéis. Apresenta um diagrama horizontal omnidirecional, sem tilt, e apresenta um ganho de 9,54 dBd, acarretando em uma potência efetiva irradiada (ERP) máxima de 61,79 kW. Para a recepção, foram utilizados um analisador de espectro, uma antena do tipo log-periódica diretiva, com ganho de 6 dBi (3,85 dBd), um cabo coaxial de 3 m com atenuação de 0,33 dB/m (para a faixa de frequências em estudo), um adaptador de impedância (de 75 W da antena para 50 W do cabo), que apresenta uma perda de inserção de 6 dB, e um mastro de 1,5 metro de altura usado para levantar a antena.

 

Em cada ponto de análise, a antena receptora foi elevada a uma altura de 3 metros e posicionada, com a ajuda de uma bússola, de modo que o máximo do seu diagrama de irradiação apontasse para a antena transmissora. O analisador de espectro apresentava uma média das 50 últimas medidas (varreduras) e o nível coletado foi o da frequência central do sinal digital, este ocupando 6 MHz de faixa.

Com a finalidade de estudar a cobertura de uma estação de televisão, já instalada, e determinar o melhor modelo para a predição de sinal de TV digital na cidade em questão, medições foram realizadas e processadas offline, no laboratório de Propagação da UFF, através de programação desenvolvida.

 2 DISCUSSÃO E RESULTADOS

Em programação desenvolvida, inicialmente foi realizado o cálculo da atenuação em espaço livre [7], onde o sinal não sofreria reflexão nem difração A Figura 1 mostra a reta de ajuste das medições e aquela referente à atenuação no espaço livre.  Observa-se, pelas Equações (1) e (2), que a atenuação medida segue a lei quadrática do espaço livre (= f (1/d2) ou 20 dB/década), já que o coeficiente angular das duas retas são muito próximos, sendo acrescido de 26,74 dB (= 41,46 – 14,72), aproximadamente. A equação (1) é da reta de ajuste para o espaço livre, em azul na Figura 1. A equação (2) é a reta de ajuste para os pontos medidos, em verde na Figura 1:

 

L (dB) = -14,72 -19,49 log(d)      (1)

 

L (dB) = -41,46 – 20,10 log(d)      (2)

 

A partir dos cálculos, por interpolação e extrapolação da altura da antena, da frequência e da distância recomendadas pela ITU, traçou-se, na Figura 2, o gráfico da atenuação com a distância e observa-se que, a partir de poucos quilômetros, o modelo passa a se ajustar melhor, pois no trecho inicial não ficou bom. Já na atenuação calculada pelo modelo de Okumura-Hata, mostrada graficamente na Figura 3, verifica-se que nas distâncias menores, que são caracterizadas por prédios altos no grande centro urbano, o melhor ajuste é o realizado com o modelo urbano, enquanto nas regiões mais afastadas, predomina o ajuste pelo modelo suburbano. Para as equações de ajuste por esse modelo, para grandes cidades, tem-se: na equação (3), a reta de ajuste para o modelo de Okumura-Hata  urbano, em azul na Figura 3. Na equação (4), está a reta de ajuste para o modelo de Okumura-Hata suburbano, em verde claro na Figura 3:

  

L (dB) = -36,89 – 30,65 log (d)      (3)

 

L (dB) = -28,30 – 30,65 log (d)      (4)

 

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Figura 1 – Reta de ajuste das medições e a atenuação no espaço livre.

 

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Figura 2 – Reta de ajuste das medições e a atenuação pelo modelo do ITU.

 

 

 

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Figura 3 – Reta de ajuste das medições e a atenuação pelo modelo Okumura-Hata.

 

A Tabela 1 mostra os resultados do teste qui-quadrado [8], usado para avaliar o melhor ajuste de modelo aos dados obtidos das medições. Vale observar que quanto menor o valor, melhor é o ajuste e, em cada coluna, este se acha em negrito. Adotando-se um único modelo, o Hata-Suburbano mostrou o melhor ajuste entre os 3 (três) modelos empregados. Verificou-se, também, que o valor do qui-quadrado para a reta de melhor ajuste dos dados obtidos das medições, mostrado na Figura 1, foi igual a 281. 

 

              Tabela 1 – Resultados do teste de ajuste para os modelos usados

Modelo

0 a 41 km

(modelo único)

0 a 1,8 km

1,8 a 41 km

Espaço Livre

6128,6

3419,8

2708,8

ITU Rec.1546

933,7

713,8

219,9

Okumura-Hata urbano/cidade grande

347,9

187,4

160,5

Okumura-Hata suburbano/cidade grande

756,9

599,3

157,6

 

3 CONCLUSÕES

Os resultados do teste de ajuste pelo método qui-quadrado mostraram que, ao longo de todo o percurso sondado, o modelo de Okumura-Hata urbano para grandes cidades foi o melhor ajustado, entretanto, observa-se nas figuras 1 a 3 e na tabela 1, que esse modelo já não fica tão bem ajustado para as maiores distâncias. Os cálculos indicam que a partir de 1,8 km, o modelo de Okumura-Hata para regiões suburbanas está melhor se ajustando aos valores medidos, embora os outros dois não estejam tão distantes. Para distâncias inferiores a 1,8 km, acredita-se que o modelo do ITU com o emprego da morfologia do ambiente, considerando as muitas edificações na área central da cidade, dê um resultado melhorado, talvez até melhor do que o de Okumura-Hata urbano, contudo neste trabalho não foi possível considerar a morfologia visto não se ter disponível o mapa morfológico da cidade.  

 

AGRADECIMENTOS

À Universidade Federal Fluminense (UFF) pela oportunidade de realizar os testes com o material disponível no Laboratório de Propagação, e ao engenheiro André Slanic Lopes pelo suporte na campanha de medições.

 

 

4 REFERÊNCIAS

[1] PARSONS, J. D.. The Mobile Radio Propagation Channel. London, UK: John Wiley & Sons, 2002.

[3]  BERTONI, Henry L. 2000. Radio Propagation for Modern Wireless Systems. New Jersey : Prentice Hall PTR, 2000.

[4] Rec. ITU P.1546-4. Métodos de Predição Ponto-Área para Serviços Terrestres na Faixa de Frequências de 30 a 3000 MHz.

[5] OKUMURA, Y.. Field strength and its variability in UHF and VHF land-mobile radio service. Rev. Elec. Commun. Lab., vol. 16, 1968.

[6] HATA, M.: Empirical Formula for Propagation Loss in Land Mobile Radio Services. IEEE Trans. Vehicular Technology, VT-29, 1980, pp. 317 – 325.

[7] LEE, W. C. Y.. Mobile Cellular Telecommunications. McGraw-Hill International Editions, 1995.

[8] HINES, William W., et al. 2006. Probabilidade e Estatística na Engenharia. 4ª. Rio de Janeiro : LTC, 2006.

 

Um olhar sociológico em um programa de rádio, e…Recebendo troféu..

B.I. Lunz

Summary: The writer shows the intricacies of delivery of awards won by a table by the Revista Internacional do Conhecimento because of the high level that has been demonstrated by the team of its employees, in this case by Yone de Souza. The trophy was received on the Rede Bandeirantes in Rio de Janeiro, Brazil. Keywords: Awards, News and Press spoken

Resumo: O articulista mostra os meandros da entrega de um dos prêmios recebidos por tabela pela Revista Internacional do Conhecimento em virtude do alto nível que vem sendo demonstrado pela equipe de seus colaboradores , nesse caso por Yone de Souza. O troféu foi recebido na Rede Bandeirantes , no Rio de Janeiro , Brasil .

Palavras Chaves:Noticia, Imprensa falada, premiação

Apresentação.- Recentemente tivemos a oportunidade de participar de um programa de rádio difusão , em estúdio . Como num passe de mágica estávamos numa emissora operando em amplitude modulada lá nos 1360 kiloherts na faixa tradicional das ondas médias. Digo como um passe de mágica pois esta faixa foi uma das primeiras a ser homologada pelas agencias internacionais de telecomunicação[1], juntamente com as ondas curtas , designadas atualmente para aplicações especiais.

clip_image002[4]

Entrega do troféu “Cantora Destaque 2011” a Yone de Souza [6]

Sebastião Mendes , um comunicador que transforma a metrópole numa província, se liga as tradicionais manifestações sociais locais , fazendo reverberar nelas a antiguidade necessária para o reconhecimento daquilo que se constitui como cidadania. O programa leva o título:Clubes em Revista. Nele você passa a ter a exata dimensão do dia a dia dos clubes cariocas no seu apogeu. É ali onde ele inova e tem algo do Velho Guerreiro. Ele passa a intimidade da Rede num papo ameno.

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Equipe técnica e estúdio da Band, no programa Clubes em Revista[7].

O estúdio da Band passa a ser uma nau todas as quintas feiras de 15 as 16 horas , que viaja no tempo. Como uma tripulação estruturada de tipos interessantes pode ele enfrentar as aventuras do seu programa . Tem no Capitão Brasil , a defesa das tradições heróicas , no cantor Português José Chaves , o carinho lusitano , na colunista Maria augusta , um link com as coisas atuais , tem um pé na Academia Brasileira de Meio Ambiente com a Nilsa Ataíde , a atriz e poetisa Edna Itaipava com sua presença liquida e certa, o padre Ranilson Di Nerry dá seu tom presencial ao acontecimento, a Nadia Barata está lá para garantir essa atenção. Nesse programa Sebastião Mendes faz Ping-Pong com seu co- piloto Marcos Valente e sua tripulação, tendo como sonoplasta emérito o nosso amigo DJ Arquimedes.

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Estrelas do programa ‘Clubes em Revista’ na Bandeirantes ,v.ref.[9].

Participam também em caráter direto a poetiza Gloria Puppim e Carmen Cardin . Nesse programa em que estivemos em 26/01/02 teve a presença da advogada gaucha Magda R.R. de Oliveira . Duas cantoras foram foram apresentadas . Sheila Freitas[2] esnobou com a marcha Ecológica ‘Cantando Outro Amanhã’ de sua autoria .Esta Marcha ecológica foi adotada por muitas organizações de meio ambiente por esse Brasil afora , inclusive o Centro de Valorização do Homem e da Natureza ,CVHN[3 ]. Você pode encontrar letra , pauta musical e gravação na RIC, no setor m úsica . No auge do programa a CANTORA DESTAQUE 2011 Yone de Souza [4] ,recebeu o trofeu da mão do apresentador e deu uma canja de suas canções, para alegria de todos.

Quem estava com um sorriso de um lado ao outro dos lábios , era o editor da Revista Internacional do Conhecimento. Também pudera , esta revista e poucas correlatas historicamente nunca tiveram tantos colaboradores homenageados[5] em espaço tão curto de tempo. Deve ser resultado do Ano chinês do Dragão em conjunção com o máximo das atividades solares se não for, serve como chiste , ou atestado de valor.[6 ]

Refêrencias:

[1] CCIR- Comitte Consultivo Internacional de Radio.

[2]cantora e compositora da MARCHA – Cantando Outro Amanhã (Hino do CVHN), Sheila Souza , em artigo publicado por: revistainternacionaldoconhecimento em 29/07/2010 no setor▲Música – Ano 1, volume 1, número 2, 2011▲Publicado por: revistainternacionaldoconhecimento em 20/12/2010 , letra e música da

[3] Importante Organização dedicada ao estudo e proteção do Meio ambiente no municipio de Paracambi , no estado do Rio de Janeiro.

[4] Yone de Souza Cantora compositora e poetiza maranhense , diversas obras publicadas , sendo sua ultima obra Poesia e Êxtase ,produzida pela Fabrica de Livros.

[5] NOTÍCIA : A academia nos abraça, por Angela Lemos,Publicado por: revistainternacionaldoconhecimento | 31/10/2011 Ano2, volume 4, 2012.

[6] ASTRONOMIA – ATIVIDADES SOLARES . DE SUA OBSERVAÇÃO AO CLIMA ESPACIAL. REVISÃO E ATUALIZAÇÃO. IMPACTO NA BIOLOGIA. por Belmiro Ivo Lunz Publicado por: revistainternacionaldoconhecimento | 27/03/2011.

[7] Primeira foto- O comunicador Sebastião Mendes da rede Bandeirantes e a cantora , poetiza e compositora Maranhense , Yone de Souza , no Ato de entrega do troféu “Cantora Destaque 2011”

[7],[8],[9] Fotos do Autor .

[8]Segunda foto . Equipe do programa : “Clubes em Revista” , ao fundo a “Cantora Destaque 2011” Yone de Souza.

[9] Terceira foto , pela ordem: poetiza Glória Puppim , poetisa Carmen Cardin , produtora Nadia Barata , advogada Magda R.R.de Oliveira , a cantora e compositora Sheyla Freitas e a poetiza maranhense

“Cantora Destaque 2011”, Yone de Souza. 2011.

ALFABETIZAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: A práxis e a emancipação dos alunos na perspectiva da pedagogia do oprimido.

Aline Rodrigues Alves

RESUMO

Esse artigo apresenta os resultados de uma pesquisa efetuada em uma Escola Municipal, localizada na cidade do Rio de Janeiro, tendo como temática a Alfabetização de Jovens e Adultos. O objetivo deste trabalho é suscitar discussões sobre a práxis pedagógica em sala de aula e a sua contribuição na emancipação dos alunos na perspectiva da pedagogia do oprimido de Paulo Freire. Para sua elaboração foi realizada revisão bibliográfica do legado de Paulo Freire e de autores estudiosos do assunto e, uma pesquisa junto a uma turma do Programa de Educação de Jovens e Adultos (PEJA), buscando-se caracterizar o perfil dos alunos que ingressam no Programa nas classes de alfabetização da instituição. Optou-se pelo tipo de pesquisa qualitativa através dos instrumentos de observação e entrevista. Para análise e discussão dos dados, com foco no objetivo do estudo foram selecionados temas específicos das narrações coletadas. Dessa forma, procurou-se entender quem são os alunos que ingressam no PEJA, suas motivações e o que esperam alcançar com a escolaridade. Bem como investigar o que está sendo realizado em sala de aula para o atendimento dessas demandas, entendendo a práxis pedagógica do professor em sala de aula, ou seja, qual metodologia, didática e base teórica são utilizadas para aperfeiçoar sua prática. Os resultados obtidos revelam que na perspectiva da Pedagogia do Oprimido nas salas de aula observadas ainda não é promovida a emancipação dos alunos através da práxis pedagógica.

Palavras-chave: EJA. Práxis. Paulo Freire.

ABSTRACT

This article presents the results of a survey conducted in a municipal school, located in the city of Rio de Janeiro, with the theme Literacy for Youth and Adults. The objective of this work is to raise discussions on pedagogical praxis in the classroom and their contribution to the emancipation of students from the perspective of Pedagogy of the Oppressed by Paulo Freire. For its preparation was carried out literature review of the legacy of Paulo Freire and authors and scholars of the subject, a survey of a group of the Education Program for Youths and Adults (PEJA), seeking to characterize the profile of students entering the program literacy classes in the institution. We chose the type of qualitative research through the instruments of observation and interview. For analysis and discussion of the data, focusing on the objective of the study were selected specific themes of the stories collected. Thus, we tried to understand who are the students who start PEJA, their motivations and what they hope to achieve with education. As well as investigating what is being done in the classroom to meet these demands, understanding the teacher’s pedagogical practice in the classroom, that is, what methodology, didactics and theoretical basis are used to improve their practice. The results reveal that in view of Pedagogy of the Oppressed in the classrooms observed is not yet promoted the emancipation of students through the pedagogical praxis.

1 INTRODUÇÃO

Com o avanço da tecnologia, que exige maior qualificação das pessoas, o acesso à educação se torna cada vez mais indispensável. Assim, o Estado e as instituições privadas de ensino precisam ampliar as opções para o atendimento dessa demanda.

O processo de alfabetização no ensino regular, ocorre na faixa etária entre 6 e 7 anos. Com isso, durante muito tempo, jovens e adultos que não tiveram a oportunidade de freqüentar a escola na infância, foram excluídos da educação formal. Buscando minimizar esse problema, foi implantado a partir de 1985 na rede municipal do Rio de Janeiro o Programa de Educação de Jovens e Adultos (PEJA), no primeiro governo de Leonel Brizola (FAVERO & BRENER, 2007).

Inicialmente denominado PEJ, o Programa de Educação de Jovens investia na alfabetização de pessoas entre 15 a 20 anos. A proposta já valorizava a criticidade, em concordância com o pensamento de Paulo Freire 1 que idealiza a alfabetização de adultos com sentido de conscientização e leitura de mundo. Isso é muito importante, para diminuir a taxa de evasão que ainda é alta nesse grupo.

Em 1996, a partir da nova Lei de Diretrizes e Bases (LDB 9394/96), a Secretaria Municipal de Educação (SME/RJ) e o Ministério de Educação começam a se preocupar em oferecer maiores investimentos financeiros para a EJA. Neste mesmo ano, ocorre o I Encontro de Educação de Jovens e Adultos do Município do Rio de Janeiro, com o objetivo de discutir essas questões e buscar melhorias para o segmento escolar. Apontou-se a necessidade de revisão da faixa etária dos atendidos, uma vez que pessoas de mais idade, por razões diversas, eram excluídas do processo de alfabetização. Em 1997, aconteceu o II Encontro visando os desafios de renovar e regularizar o Ensino Fundamental na EJA, e a ampliação do programa com base nas metas educacionais da SME/RJ. A partir daí, passou-se a incluir jovens acima de 14 anos e adultos sem limite máximo de idade (SILVA, 2010), interessados em se alfabetizar e completar o Ensino Fundamental (EF) e ser denominado PEJA (Programa de Educação de Jovens e Adultos) e ser organizado em dois segmentos: PEJA I – correspondendo ao 1º segmento do EF (1º ao 5º ano), e PEJA II – correspondendo ao 2º segmento (6º ao 9º ano). A proposta dessa pesquisa surgiu no primeiro semestre de 2010, durante o estágio curricular de Gestão e Docência na Educação de Jovens e Adultos, que é uma disciplina obrigatória do curso de Pedagogia à distância da Universidade Castelo Branco. O estágio gerou o questionamento sobre as expectativas dos alunos de alfabetização e sobre a prática docente aplicada. Assim, este trabalho tem como objetivo suscitar discussões sobre a práxis pedagógica em sala de aula e a sua contribuição na emancipação dos alunos na perspectiva da pedagogia do oprimido de Paulo Freire. Para sua elaboração foi realizada revisão bibliográfica do legado de Paulo Freire e de autores estudiosos do assunto e, uma pesquisa junto à uma turma do Programa de Educação de Jovens e Adultos (PEJA), buscando-se caracterizar o perfil socioeconômico dos alunos que ingressam no Programa nas classes de alfabetização da instituição.

1 Paulo Freire, considerado um revolucionário na época da ditadura, abriu caminhos socioeducacionais para a EJA. Ele trabalhava com a prática da liberdade, mostrando que através da educação é possível conscientizar as classes populares para que assumam seu papel de sujeitos que fazem e refazem o mundo.

2 DISCUSSÃO

2.1 A Práxis Pedagógica e a Promoção da Emancipação do Educando na Perspectiva da Pedagogia do Oprimido

Para Paulo Freire (2002) é vocação essencialmente humana o querer saber mais e as inquietudes advindas desse querer, porém a injustiça e a exploração dos opressores negam tal vocação e por isso é necessário que os oprimidos se libertem. No contexto escolar isso significa que aqueles que enxergam os oprimidos como incapazes apropriam-se dos conhecimentos como forma de manutenção da ordem e manipulação. Eles por sua vez, se encarceram numa visão pessimista de si mesmos e das situações.

Freire (2002) argumenta que em qualquer nível de ensino uma educação essencialmente narradora, onde os conteúdos são desconectados da realidade, levam os educandos a memorização mecânica desse conteúdo. Os que detêm o conhecimento depositam o saber em seus educandos, ou seja, uma concepção de educação de dominação, onde aqueles que sabem doam àqueles que não sabem.

Assim, uma educação para autonomia dos educandos, libertadora, deve considerar a formação docente ao lado da reflexão sobre a prática educativa. “… A reflexão crítica sobre a prática se torna uma exigência da relação Teoria / Prática sem a qual a teoria pode ir virando blábláblá e a prática, ativismo…” (FREIRE, 2003, p. 22).

Paulo Freire (2001) chama atenção dos educadores para as discussões que devem levar os sujeitos a posições mais indagadoras, o diálogo aprofundado favorece a atividade em favor da passividade e do conhecimento memorizado. Aquilo que não exige elaboração ou reelaborarão “nos deixa em posição de inautêntica sabedoria” “A análise da realidade não pode fugir à discussão criadora, sob pena de ser uma farsa.” (FREIRE, 2001, p. 104).

Uma educação promotora da cidadania então deve considerar a realidade do educando e fomentar a problematização dos conteúdos. Assim:

A pedagogia do oprimido, como pedagogia humanista e libertadora, terá dois momentos distintos. O primeiro, em que os oprimidos vão desvelando o mundo da opressão e vão comprometendo-se na práxis, com a sua transformação; o segundo, em que, transformada a realidade opressora, esta pedagogia deixa de ser do oprimido e passa a ser pedagogia dos homens emprocesso de permanente libertação. (FREIRE, 2002, p. 46)


Nesse contexto, o termo práxis identifica-se como a reflexão e a ação dos homens sobre o mundo para transformá-lo. Ou seja, ação-reflexão-ação num processo constante e cíclico. No âmbito da sala de aula significa dizer que os sujeitos estarão igualmente envolvidos na busca do conhecimento e que o processo de dialogicidade se inicia não no momento em que os alunos se encontram com o professor em sala de aula, mas, quando este ao refletir, se questiona em torno do que vai dialogar com aqueles (FREIRE, 2002, p. 83).

2.2 Metodologia da Pesquisa

O ambiente escolhido foi uma escola municipal do Rio de Janeiro durante o estágio Curricular de Gestão e Docência na EJA, no primeiro semestre de 2010. Os sujeitos da pesquisa foram alunos e três professores de uma das turmas do PEJA I, autorizados pela direção da escola. Ao assistir as aulas ministradas e observar que a metodologia se aproximava das praticadas em outras modalidades de ensino, considerou-se investigar as especificidades da EJA.

No levantamento bibliográfico, deparando-se com a Pedagogia de Paulo Freire, buscou-se analisar a relação educador – educando na ótica da promoção da cidadania.

Usando instrumentos de observação e entrevista, optou-se pelo tipo de pesquisa qualitativa considerando que ela “trabalha com valores, crenças, hábitos, atitudes, representações e opiniões adequando-se a aprofundar a complexidade de fatos e processos particulares e específicos a indivíduos e grupos” (PAULILO, 1999, p.135).

Através de questionários semi-estruturados, com perguntas abertas e fechadas, analisou-se a situação dos alunos quanto ao gênero, faixa etária, trabalho e renda, dificuldades de locomoção, moradia e sua posição quanto às aulas ministradas. Procurou-se entender quem são os que ingressam no PEJA, de onde eles vêm e suas expectativas quanto ao curso. Dos 14 alunos presentes, 4 mostraram-se inseguros em participar por dificuldade de expressão verbal, timidez ou estarem ainda aprendendo ler e escrever. Foram entrevistados 3 professores e suas práticas em sala com os alunos. Estes responderam às seguintes perguntas: Qual seu método de alfabetização? Qual sua rotina em sala de aula? O que representam os alunos? Quais as estratégias de manutenção da disciplina? Quais as leituras que realizou nos últimos 6 meses? É possível alfabetizar um adulto como o fazem com crianças? Quais autores relacionados à EJA você costuma recorrer? Onde você mais adquiriu conhecimentos para aplicar em sala de aula? Você se sente recompensado pelos alunos? Como? Como você avalia os alunos? Que futuro consegue vislumbrar para seus alunos?

2.3 Apresentação e Análise dos Resultados

O resultado da pesquisa realizada junto aos alunos revelou o seguinte perfil: mais da metade dos pesquisados tem mais de 40 anos, a maioria empregado em regime Celetista de vínculo, com renda de até três salários mínimos, acreditam na educação como forma de ascensão social, gostam do que estão aprendendo e se sentem atendidos, consideram que o ensino está fazendo diferença em suas vidas.

Foi observado que os professores utilizam de modo geral os seguintes instrumentos para suas aulas: livro didático, folhas de exercícios prontas, letras de músicas, ditados. A metodologia adotada é prioritariamente a aula expositiva com pouca ou nenhuma interferência dos alunos. Quando questionados a respeito dessa metodologia, dois professores colaboradores se ativeram a responder sobre os instrumentos adotados para as aulas. Um deles, afirmou que “depende do desenvolvimento dos alunos”.

Verificou-se que a problematização dos conteúdos não é recorrente. Fato que também é observado em duas respostas quanto à rotina das aulas: “Receber os alunos, colocar as atividades no quadro, explicá-las, aguardar que terminem e fazer as correções individualmente”. “Acolhida, matéria, revisão, tira-dúvidas, músicas de incentivo, coordenação motora, ginástica laboral”.

De acordo com Brandão (1981), Paulo Freire ao pensar em um método de alfabetização para adultos, partiu do pressuposto que:

[…] educar é uma tarefa de trocas entre pessoas e, se não pode ser nunca feita por um sujeito isolado (até a auto-educação é um diálogo à distância), não pode ser também o resultado do despejo de quem supõe que possui todo o saber, sobre aquele que, do outro lado, foi obrigado a pensar que não possui nenhum. […] De um lado e do outro do trabalho em que se ensina-e-aprende, há sempre educadores-educando e educandos-educadores. De lado a lado se ensina. De lado a lado se aprende (BRANDÃO, 1981, p. 21).

Assim, nas aulas observadas pouco se viu que promovesse a reflexão crítica dos alunos sobre aquilo que lhes era apresentado. Apenas um dos três colaboradores, indicou que há diálogo em suas aulas quando questionado sobre sua rotina: “Muita conversa (trocas de experiências); vocabulário; leituras.” Esse mesmo colaborador, ao responder sobre o que representam os alunos os colocou como centrais no processo de ensino e de aprendizagem. Diferentemente das outras respostas: “pessoas que não tiveram oportunidade de estudar no tempo certo de suas vidas” e “quem realmente quer ajuda”, que sugerem uma visão pessimista dos alunos.

Quanto ao aporte teórico dos professores, foram realizadas questões que pudessem apontar a busca dos professores por contribuições teóricas, como leituras realizadas nos últimos seis meses e os autores relacionados a EJA que costumam recorrer. As respostas revelaram que o aporte teórico a que recorrem se resume a materiais e instrumentos que os atendam imediatamente em suas necessidades para ministrar as aulas. Um colaborador citou Paulo Freire como autor consultado. Não foi observado que reflexões sobre estudos façam parte da rotina para a prática em sala de aula. Entendendo que o professor precisa de formação continuada e que esta também se dá por conta de estudos espontâneos, concordando com Paulo Freire para quem a formação continuada é “o momento fundamental é o da reflexão crítica sobre a prática. É pensando criticamente a prática de hoje ou de ontem que se pode melhorar a próxima prática” (FREIRE, 2003).

Observou-se que a transmissão de conteúdos é cumprida, e isso satisfaz os alunos que não são provocados a refletir o papel da escola e seus próprios papéis na sociedade. A postura dos alunos revela que sentem-se agradecidos por terem uma nova chance de concluir os estudos e que isso bastará para que tenham oportunidades ainda não lhes apresentada. Porém,

“Na perspectiva freireana, o objetivo é aliar educação a um projeto histórico de emancipação social: as práticas educacionais deveriam estar relacionadas a uma teoria do conhecimento. Conseqüentemente, a educação aparece como ato de conhecer e não como uma simples transmissão do conhecimento ou bagagem cultural da sociedade. Uma vez que conhecimento e poder são considerados intimamente ligados, tradições e práticas culturais no ensino, por exemplo, estão sob suspeita de dissimular relações de dominação” (TORRES, 1997, p.70).

3 CONCLUSÃO

Partindo do pressuposto que o educador estabelece seu trabalho pela sua práxis e que está será preponderantemente responsável pela emancipação dos educandos e do próprio educador, pode-se concluir que esta pesquisa apenas iniciou uma discussão que pode e deve ser aprofundada em trabalhos posteriores.

Este trabalho permitiu a pesquisadora ter contato com a realidade escolar e observar as relações entre professor e aluno e a implicância dessa relação no desenvolvimento ou não do pensamento crítico e reflexivo e logo da ascensão dos alunos a uma condição de consciência da própria cidadania.

Apesar do método Paulo Freire de alfabetização ter sido superado por metodologias mais recentes, é inegável que seu legado teórico, especialmente referente às questões de educação popular, são riquezas a serem compartilhadas. Principalmente pelo fato de que nossa sociedade de classes e suas desigualdades explícitas colocam os educadores diante de desafios imensos na busca da autonomia dos alunos.

4 REFERÊNCIAS

BECKER, H. Métodos de pesquisa em ciências sociais. 2ed. São Paulo: Hucitec, 1994.

BRANDÃO, R. O que é método Paulo Freire. 2. ed. São Paulo: Brasiliense, 1981

FREIRE, P. Educação como prática da liberdade. 25. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2001.

__________. Pedagogia do Oprimido. 32. ed. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 2002.

_________. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 26ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2003.

FAVERO, O. ; BRENER, A. K. Programa de Educação de Jovens e Adultos (PEJA), 2007. Disponível em: http://www.anped.org.br/reunioes/29ra/trabalhos/trabalho/GT18-2088–Int.pdf. Acesso em Abril. 2011.

PAULILO, M. A. S. A pesquisa qualitativa e a história de vida. In: Serviço Social em Revista. Londrina: volume 2, número 2, p.135-148, jul./dez. 1999. Disponível em: http://www.ssrevista.uel.br/n1v2.pdf#page=135 Acesso em: Out. 2010.

SILVA, J. L. da. A Inserção do PEJA na Política Pública do Município do Rio de Janeiro. II Encontro de História da Educação do Estado do Rio de Janeiro, 2010. Disponível em: http://www2.dbd.pucrio.br/pergamum/tesesabertas/0610613_10_cap_04.pdf  Acesso em: Abril. 2011.

TORRES, C. A. Pedagogia da luta: da pedagogia do oprimido à escola pública popular. Campinas: Papirus, 1997.

UNESCO, Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura. Alfabetização de jovens e adultos no Brasil: lições da prática – Brasília, 2008, 212 p. Disponível em: http://unesdoc.unesco.org/images/0016/001626/162640por.pdf   Acesso: Abril. 2011.

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